- De 7 de novembro a 2 de dezembro, os preços à vista do minério de ferro subiram mais de 5%, chegando a cerca de US$ 107,80 a tonelada, antes de recuarem; contratos futuros oscilaram próximo de US$ 100/t.
- A China Mineral Resources Group (CMRG) afirmou que a especulação tem distanciado as cotações dos fundamentos de oferta e demanda, em comentário publicado no WeChat.
- A CMRG aponta práticas de formação de preços consideradas injustas e diz que elevam os custos para as siderúrgicas chinesas; traders atuam nos mercados físico e futuro.
- A gigante de comércio usou seu peso para proibir parte do minério da BHP como tática de negociação, visando obter melhores termos contratuais.
- Na prática de mercado, o contrato de minério mais negociado em Cingapura subiu para US$ 102,95/t, enquanto futuros em yuan na Dalian avançaram; contratos de aço em Xangai também tiveram alta.
A China Mineral Resources Group (CMRG) afirmou que os preços do minério de ferro podem estar desalinhados com a oferta e demanda reais, sustentados por operações especulativas. A empresa divulgou o alerta em comentário publicado no WeChat da Associação de Ferro e Aço da China.
Entre 7 de novembro e 2 de dezembro, o preço à vista subiu mais de 5%, chegando a cerca de US$ 107,80 por tonelada, antes de recuar. Os contratos futuros oscilaram próximo de US$ 100/t, segundo a CMRG.
A agência estatal aponta que o “falso aquecimento” decorre de atividades especulativas e de intervenções de traders nos mercados físico e futuro, que podem pressionar o sentimento do mercado. A prática envolve ações que elevam custos para siderúrgicas.
A CMRG reforça críticas às práticas de formação de preços no setor, que, segundo a empresa, impactam negativamente as siderúrgias chinesas. A maior comerciante também utilizou tática de negociar termos ao restringir parte do minério da BHP neste ano.
Na bolsa de Singapura, o contrato de minério de ferro mais negociado subiu 1,1% para US$ 102,95 a tonelada às 12h15, enquanto os futuros em yuan na bolsa de Dalian avançaram 1,5%. Os contratos de aço em Xangai registraram alta.
A reportagem da Bloomberg aponta que o atual movimento vem acompanhado de estoques portuários controlados, demanda por aço em desaceleração e queda da produção de ferro-gusa, fenômeno citado pela CMRG como indicativo de desequilíbrio.
Segundo a empresa, operadores financeiros podem aproveitar a volatilidade para obter ganhos, com efeitos sobre preços e contratos. Traders continuam ativos tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro.
A reportagem também cita que a CMRG destacou que, neste ano, a BHP utilizou estratégias de negociação para obter termos mais favoráveis, sinalizando influência de grandes players na formação de preços. A notícia completa está em Bloomberg.
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