- O relatório da National Energy System Operator (Neso) estima que o custo para chegar ao net zero pode atingir cerca de £460 bilhões até 2029, caindo para aproximadamente £220 bilhões por ano em 2050 (cerca de 5% do PIB).
- No cenário de “falhar”, os custos totais seriam cerca de £350 bilhões menores.
- Custos com carbono ajudam a reduzir o gasto, e manter a meta verde pode salvar em torno de £36 bilhões por ano em comparação a ações mais lentas, ainda que haja alta elevação de custos no curto prazo.
- O investimento na usina Sizewell C, prevista em Suffolk, pode chegar a £38 bilhões ao longo da próxima década.
- O governo ressalta limitações das projeções da Neso, mas afirma que descarbonizar traz benefícios como segurança energética e empregos qualificados, além de reduzir a exposição a mercados de combustíveis fósseis.
O custo da transição para energia limpa no Reino Unido foi detalhado pelo operador do sistema energético (Neso). O estudo apresenta cenários que variam conforme o ritmo da descarbonização, mostrando gastos crescentes até a metade da década. Em 2029, o gasto máximo chega a cerca de £460 bilhões, com queda gradual até 2050, quando fica próximo de 5% do PIB (cerca de £220 bilhões por ano).
No cenário mais ambicioso, os custos sobem rápido até 2029, depois recuam conforme a economia se transforma. Já no cenário de “falhar” — quando se corre o risco de não atingir as metas e se subestimar danos climáticos — o total é reduzido em aproximadamente £350 bilhões. Os custos de carbono aparecem como fator que pode alterar esse equilíbrio.
Cenários e impactos
O relatório aponta que, se os custos com carbono forem incluídos, o cenário mais verde tende a ter o menor custo ao longo de 25 anos, mesmo com elevação inicial. A estimativa de gasto com a energia nuclear de Sizewell C fica em torno de £38 bilhões, com o custo total distribuído ao longo de seis décadas de operação.
O que muda para consumidores e governo
A análise mostra que o impacto nos preços de energia não é direto ou automático. A fatura pode ser diluída ao longo do tempo, mediante decisões regulatórias, e não apenas pelo montante total do investimento. A substituição de veículos a combustão por elétricos e a modernização de aquecedores também compõem o conjunto de investimentos.
A posição do governo destaca limitações do estudo para prever custos exatos, ao mesmo tempo em que sustenta os benefícios, como maior segurança energética e criação de empregos qualificados. A análise ressalta que caminhos diferentes podem gerar economias de curto prazo, mas com custos maiores no longo prazo se impactos climáticos forem desconsiderados.
Reações e contexto
Especialistas ressaltam que adiar ações pode comprometer ganhos de bem-estar público e de saúde, além de impactos comerciais com parceiros que avançam rápido em redução de emissões. O governo afirma que o caminho para a energia limpa reduz a dependência de mercados de gás voláteis e protege as gerações futuras, ainda que o valor final varie conforme preços de combustível e tecnologias.
Em síntese, o estudo da Neso mostra que o custo total da transição depende de escolhas políticas, da velocidade de implementação e do preço de carbono. O relatório reforça a relevância de um plano integrado para equilibrar investimentos, tarifas e benefícios sociais.
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