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Suzano adota venda de ativos para reforçar disciplina financeira

Suzano reduz meta de dívida líquida para R$ 11 bi e alavancagem a até 2,5x; venderá ativos não essenciais (terras/infraestrutura) para desalavancagem e mira 2,7 Mt/a em Ribas até 2027

Letreiro da empresa em unidade administrativa
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  • Suzano reduziu a meta de dívida líquida de R$ 12 bilhões para R$ 11 bilhões e fixou alavancagem máxima de até 2,5 vezes.
  • O plano de desalavancagem passa pela venda de ativos não essenciais, como terras urbanas e infraestrutura, incluindo terminais portuários e ferroviários.
  • A política inclui payout mínimo de dividendos, recompras de ações mais seletivas e redução de investimentos.
  • A produção prevista é de 2,7 milhões de toneladas de celulose de eucalipto em Ribas do Rio Pardo (MS) até 2027, com 2,57 milhões já neste ano.
  • A empresa diz buscar oportunidades no mercado diante de um ciclo global de celulose com preços baixos, custos elevados e fechamento de capacidades.

A Suzano informou nesta quinta-feira a revisão de metas para desalavancagem. A dívida líquida prevista caiu de R$ 12 bilhões para R$ 11 bilhões, com alavancagem de até 2,5x, segundo o vice-presidente financeiro, Marcos Assumpção. A apresentação ocorreu diante de investidores.

A ofensiva de desalavancagem inclui a venda de ativos não essenciais, um payout mínimo de dividendos e compras de ações mais seletivas. A companhia também planeja reduzir investimentos e priorizar custos mais baixos.

O objetivo prevê venda de ativos em duas frentes: terras próximas a centros urbanos e infraestrutura. Entre os ativos citados estão três terminais portuários e terminais ferroviários da Suzano.

Operacionalmente, a Suzano mira 2,7 milhões de toneladas de celulose de eucalipto na fábrica de Ribas do Rio Pardo (MS) até 2027, ante 2,55 milhões na configuração do Projeto Cerrado. Este ano, a produção deve chegar a 2,57 milhões.

A empresa reforçou que não haverá grandes desinvestimentos. A ideia é desovar ativos menores para gerar caixa, sem comprometer a operação principal, segundo o presidente-executivo João Alberto Fernandez de Abreu.

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