- Trabalhadores da Petrobras aprovaram greve nacional a partir da próxima segunda-feira, 15, devido ao impasse nas negociações com a Federação Única dos Petroleiros.
- A FUP considera insuficiente a contraproposta da Petrobras ao Acordo Coletivo de Trabalho, com cobrança de reajuste de 9,8% para recompor perdas.
- A Petrobras ofereceu reajuste correspondente à inflação do período mais ganho real de 0,5%, totalizando 5,66%.
- Sindicatos devem notificar a estatal sobre a paralisação na sexta-feira; vigília de aposentados e pensionistas ocorreu em frente ao Edifício Senado, no Rio de Janeiro.
- A mobilização pode afetar plataformas e refinarias; planos de contingência e o número de empregados necessários para manter operações essenciais serão definidos após a notificação.
Trabalhadores da Petrobras aprovaram a deflagração de uma greve nacional, com início previsto para a próxima segunda-feira, dia 15. A mobilização ocorre após a falta de acordo nas negociações entre a Petrobras e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que classifica a contraproposta da empresa como insuficiente.
O movimento foi autorizado após votação que, segundo a FUP, teve aprovação suficiente para sustentar o ritmo de paralisação. Em novembro, havia sido aprovado estado de greve e mobilização permanente entre os petroleiros. Entre as pautas em disputa estão o fim dos Planos de Equacionamento de Déficit da Petros.
Pautas em disputa
Os principais temas envolvem reajuste salarial e ajustes dos planos de previdência. A Petrobras propôs a reposição da inflação do período mais um ganho real de 0,5%, o que totalizaria 5,66%. Os trabalhadores pedem 9,8% para recompor anos sem reajuste. Além disso, seguem as negociações sobre o equilíbrio financeiro da Petros.
Procedimentos e impactos previstos
A Petrobras deve receber a notificação formal de paralisação ainda nesta sexta-feira. A partir daí, haverá a definição de um plano de contingência para manter operações essenciais. A vigília de aposentados e pensionistas está programada para ocorrer em frente ao Edifício Senado, no Rio de Janeiro.
A mobilização pode afetar plataformas e refinarias, com possibilidade de impactos na produção. Após a notificação, a empresa deverá negociar com a FUP a quantidade de funcionários necessários para manter atividades críticas em funcionamento.
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