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Chances de caminhões da UE atingirem zero emissões são graves, diz órgão

Caminhões elétricos custam ~€300 mil; há apenas 1.500 pontos de recarga na UE, risco de €2 bilhões em multas anuais se metas não forem atingidas

Trucks in a jam on the A4 motorway near Bautzen, Germany, in March 2020. Photograph: Robert Michael/AP
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  • Aproximadamente seis milhões de caminhões circulam na União Europeia, mas apenas dez mil são elétricos.
  • A Comissão Europeia pode reduzir as metas de carros elétricos, enquanto o setor de transportes pede auditoria similar; caminhões custam cerca de € 300 mil, o dobro do diesel.
  • Existem cerca de 1.500 pontos de carregamento públicos para caminhões na Europa, com meta de chegar a cerca de 35.000, ou aproximadamente 500 instalados por mês.
  • Se as metas não forem cumpridas, as multas anuais podem chegar a cerca de € 2 bilhões; hoje menos de dois por cento das novas regist ras de caminhões são elétricos.
  • Executivos da Daimler Truck e da ACEA destacam atraso na escalada e a necessidade de condições de apoio financeiro para tornar a eletrificação viável, com chamada a uma revisão precoce das metas.

A Comissão Europeia avalia reduzir as metas de adoption de caminhões elétricos, enquanto a indústria de transportes exige auditoria setorial. Em meio a isso, sinais indicam atraso na infraestrutura e no custo de aquisição, que impactam a evolução rumo a zero emissões.

Atualmente, cerca de 6 milhões de caminhões circulam na UE, mas apenas 10 mil são elétricos. Executivos da ACEA apontam que o custo de um caminhão elétrico de 40 toneladas fica em torno de €300 mil, o dobro de um diesel. A viabilidade depende de apoio financeiro e condições de mercado.

A ACEA defende uma auditoria similar à do setor automotivo e maior clareza sobre metas. Em nação europeia, há apenas 1.500 pontos de carregamento públicos para HGV, com necessidade estimada de 35 mil em operação, aproximadamente 500 instalações por mês.

Panorama de metas e custos

Se as metas atuais forem mantidas, o setor teme multas de cerca de €2 bilhões por ano. A estrutura atual prevê 43% da frota de HGV elétrica até 2030, 65% até 2035 e 90% até 2040, com penalidades para fabricantes. A ponte entre política e operação permanece frágil.

Daimler Truck e ACEA destacam que a escalada depende de condições financeiras favoráveis. Karin Rådström, executiva da Daimler Truck, afirma que margens já são pequenas e o negócio só viabiliza a eletrificação com incentivos.

Infraestrutura e contexto regulatório

Segundo Sigrid de Vries, diretora da ACEA, o comitê deve adiantar a revisão de metas para alinhar condições de instalação de infraestrutura com as obrigações setoriais. O Reino Unido, no entanto, teve apenas um ponto público de carregamento para HGV no ano anterior, ilustrando o déficit de infraestrutura.

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