- A transição entre CBS e IBS começa em janeiro de 2026, com convivência entre regimes e ajustes imediatos em cadastros, processos e sistemas fiscais, mesmo com alíquotas técnicas.
- É necessária revisão cadastral de produtos, serviços e clientes para aplicação correta da tributação, impactando áreas financeira, fiscal, vendas, compras e tecnologia; erros de classificação afetam créditos e preços.
- Contratos de longo prazo precisam ser revistos para manter equilíbrio econômico com a reforma; renegociação evita passivos e ajustes abruptos de margem.
- Sistemas devem operar sob dois regimes, com adequações em ERPs, layouts fiscais e validação conforme a Nota Técnica 2025.002; falhas tecnológicas podem impactar faturamento e regularidade fiscal.
- Treinamento contínuo de equipes é essencial, abrangendo áreas fiscais, contábeis, financeiras, comerciais e de TI; revisão de manuais, fluxos e políticas de compliance é necessária para reduzir falhas.
A reforma tributária entra em fase decisiva com o início da transição para os regimes CBS e IBS, marcado para janeiro de 2026. A convivência entre modelos antigos e novos impõe ajustes imediatos em cadastros, processos e sistemas fiscais, ainda que as alíquotas iniciais sejam técnicas.
Especialistas apontam que a etapa de adaptação costuma ser subestimada. A convivência entre os regimes pode aumentar a complexidade operacional, elevando ainda mais os riscos fiscais se as empresas negligenciarem a atualização necessária.
A revisão cadastral surge como ponto de partida. Cadastros de produtos, serviços e clientes precisam estar atualizados para aplicação correta da tributação. As áreas financeira, fiscal, vendas, compras e tecnologia devem atuar de forma integrada para reduzir erros de classificação.
Desafios operacionais e contratuais
Contratos de longo prazo entram no radar, pois cláusulas firmadas sob o modelo atual podem perder equilíbrio com a CBS e o IBS. A renegociação evita passivos e ajustes abruptos de margem durante a transição.
Os sistemas também exigem adequação para operar sob dois regimes simultaneamente. Atualizações em ERPs, layouts fiscais e validação de integrações devem seguir a Nota Técnica 2025.002, sob risco de impactos no faturamento e no fluxo de caixa.
Treinamento contínuo das equipes é essencial. As áreas fiscais, contábeis, financeiras, comerciais e de TI precisam compreender as novas regras de apuração, crédito e segregação fiscal. Manuais e fluxos de aprovação precisam ser revisados para manter a conformidade.
Riscos ao longo da cadeia também aparecem. Fornecedores e parceiros precisam estar alinhados para evitar rejeições e inconsistências. O desafio não é apenas a mudança legal, mas o desalinhamento entre os agentes envolvidos na operação.
A principal recomendação é antecipar ajustes técnicos e operacionais. Com isso, as empresas reduzem a exposição durante a transição e se preparam para a nova fase da reforma tributária.
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