- A taxa de desemprego da Grã-Bretanha subiu para 5,1% no trimestre encerrado em outubro, o maior em quatro anos.
- O total de pessoas empregadas caiu em 38 mil em novembro, totalizando 30,3 milhões.
- O gasto com salários sem bônus caiu para 4,6% em outubro, frente 4,7% em setembro.
- O número de pessoas recebendo benefícios de desemprego também aumentou, indicando demissões por parte das empresas.
- Economistas previam a alta da taxa de desemprego para 5,1% em outubro, com o mercado de trabalho mostrando enfraquecimento antes do orçamento.
O mercado de trabalho do Reino Unido manteve sinais de fraqueza no fim de 2023 e avançou para 2025, com desemprego em alta, salários acima da inflação e inflação em torno de 3–4%. As distorções persistem mesmo diante de ajustes políticos e econômicos em curso.
Dados divulgados pelo Office for National Statistics (ONS) apontam que a taxa de desemprego atingiu 5,1% no trimestre até outubro, o nível mais alto em quatro anos. A margem sugere desaceleração contínua no emprego, antes de medidas orçamentárias divulgadas no fim do ano.
A remuneração sem bônus caiu para 4,6% em outubro, contra 4,7% em setembro, sinalizando menor pressão sobre rendimentos. O recuo ocorre em meio a um mercado de trabalho ainda fragilizado e expectativas de ajuste monetário.
Queda no emprego e maior incidência de beneficiários
O número de pessoas empregadas em folha de pagamento recuou em 38 mil, ficando em 30,3 milhões, evidenciando atividade de contratação mais fraca. Paralelamente, houve aumento no número de beneficiários de desemprego, reforçando a leitura de cortes de vagas por parte das empresas.
A leitura de economistas consultados pela agência reforça a projeção de alta da taxa de desemprego para 5,1% em outubro, frente 5% em setembro. A leitura histórico-estrutural aponta para o maior índice desde o começo de 2016, sem considerar os impactos da pandemia.
Análise e percepções oficiais
A diretora de estatísticas econômicas do ONS informou que jovens enfrentam maior dificuldade de inserção no mercado. O secretário de Trabalho e Pensões destacou que, apesar de 350 mil pessoas a mais estarem em atividade neste ano, o nível de inatividade permanece elevado e reflete o desafio herdado.
O desemprego vem subindo desde o fim de 2023, com uma passagem de 3,9% no trimestre até dezembro de 2023 para 4,2% na eleição de julho de 2024 e 5% no terceiro trimestre de 2025. Este movimento sustenta discussões sobre ajustes de política econômica.
Implicações para o cenário macro
As mudanças no mercado de trabalho ocorrem em meio à inflação mantendo-se acima de 3,6% no dado mais recente, após ter surpreendido para baixo em meses anteriores. A combinação de inflação moderada e demanda fraca alimenta o debate sobre cortes de juros pelo Bank of England (BoE).
A expectativa é de que uma redução na taxa de juros, de 4% para 3,75%, alivie o custo de endividamento de famílias e empresas, reduzindo pressões adicionais sobre o desemprego em 2026. A decisão do BoE está prevista para a próxima reunião de política monetária.
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