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Ibovespa fecha em queda e não há sinais sobre corte de juros em 2026

Ibovespa cai 2,16% para 158.964 pontos; BC não indica início de cortes da Selic, enquanto dólar avança ante a incerteza eleitoral de 2026

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  • O Ibovespa fechou em 158.964,12 pontos, queda de 2,16%, após quatro sessões de alta, com o volume em torno de R$ 28,4 bilhões.
  • O dólar à vista terminou em R$ 5,4640, alta de 0,78%, pressionado pelo fluxo de recursos no fim do ano e por notícia de pesquisa eleitoral.
  • O contrato de dólar futuro para janeiro operava em R$ 5,4800, alta de 0,88%.
  • A pesquisa Genial/Quaest indicou vantagem de Lula em cenários para 2026, com o mercado ajustando as apostas; Flávio Bolsonaro apareceu à frente de Tarcísio em alguns cenários.
  • O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano na ata do Copom, ressaltando conduta cautelosa da política monetária, mas o efeito na moeda ficou diluído pelo fluxo externo e pela pesquisa eleitoral.

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (16), abaixo de 159 mil pontos, com o recuo de 2,16% para 158.964,12 pontos. A sessão teve variação intraday entre 158.836,65 e 162.481,74 pontos, marcando a quinta sessão em baixa após quatro altas consecutivas.

O recuo ocorreu sem sinais do Banco Central sobre o início de cortes da Selic, mantendo a taxa em 15% ao ano. Dados externos ruins para o humor local também pesaram, enquanto a trajetória de Petrobras e bancos influenciou a composição do índice.

No câmbio, o dólar fechou em alta de 0,78% frente ao real, a R$ 5,4640. No fim do dia, o contrato futuro para janeiro era cotado a R$ 5,4800, alta de 0,88%. O dólar chegou a cair no início, mas subiu ao longo da manhã com fluxo de saída de capitais.

As maiores gestões de risco vieram acompanhadas de notícias sobre pesquisas eleitorais. A Genial/Quaest indicou Lula com 41% das intenções de voto em um cenário com Flávio Bolsonaro, que aparece com 23%, e Tarcísio de Freitas com 10%. Em cenário sem Tarcísio, Lula tem 39% e Flávio 23%.

A curva de juros também reagiu às especulações sobre o pleito de 2026, conforme o mercado assimilava cenários de vantagem para a oposição. Analistas destacaram que o resultado da pesquisa elevou a incerteza política e pressionou ativos brasileiros em meio a operações de fim de ano.

Mais cedo, a ata do Copom, publicada pelo BC, reforçou o tom cauteloso da instituição e o compromisso com a meta de inflação de 3%. A ata apontou ganhos da condução cuidadosa da política monetária para desacelerar preços, mas o efeito sobre o câmbio ficou diluído pela pauta externa e pela pesquisa eleitoral.

Às 17h03, o dólar já operava em patamar mais elevado, com investidores ajustando posições diante de notícias políticas e fluxos globais. O petróleo e as bolsas externas seguiram influenciados por dados de emprego nos EUA, mantendo o cenário volátil no câmbio e no mercado de ações brasileiro.

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