- A ServiceNow está em negociações avançadas para adquirir a Armis por até US$ 7 bilhões, o que seria a maior aquisição da empresa.
- A compra pode ser anunciada nos próximos dias, mas ainda há a risco de surgirem outros interessados ou o acordo não se concretizar.
- A Armis atua na identificação e rastreamento de ameaças em dispositivos conectados, atendendo setores como saúde, finanças e defesa.
- A empresa registrou US$ 300 milhões em receita recorrente anual em 2023, ante US$ 200 milhões em 2022, e sinalizou abertura de capital para 2026.
- A ServiceNow vem investindo em IA generativa e, após adquirir a Moveworks por US$ 2,85 bilhões em março, busca ampliar sua atuação em cibersegurança.
A ServiceNow, empresa de software com sede em Santa Clara, está em negociações avançadas para adquirir a startup de cibersegurança Armis por até US$ 7 bilhões, segundo a Bloomberg. A operação, que pode ser anunciada nos próximos dias, visa fortalecer a atuação da companhia em cibersegurança e IA integrada aos seus produtos. Ainda há possibilidade de surgirem outros interessados ou de a negociação não se confirmar.
A Armis se especializa em identificar e rastrear ameaças em dispositivos conectados, atuando em setores como saúde, finanças e defesa. Fundada por ex-profissionais de inteligência cibernética militar de Israel, a empresa vem crescendo rapidamente no mercado de security.
Em 2023, a Armis reportou US$ 300 milhões em receita recorrente anual, acima dos US$ 200 milhões de 2022, e sinalizou plano de abrir capital em 2026. A aquisição colocaria a ServiceNow ao lado de grandes players que investem em cyber, como Alphabet e Palo Alto Networks.
Contexto e perspectivas
A operação ocorre em um momento de aquisições bilionárias no setor de segurança cibernética. A Alphabet comprou a Wiz por US$ 32 bilhões, enquanto a Palo Alto Networks adquiriu a CyberArk por US$ 25 bilhões, ambos em 2025. A estratégia da ServiceNow envolve ampliar sua oferta com IA generativa, além de integrar automação de tarefas.
Próximos passos
Até o momento, nem a ServiceNow nem a Armis comentaram o negócio. As conversas seguem sem confirmação oficial, e o desfecho depende de aprovações regulatórias e de alinhamento estratégico entre as empresas. A Bloomberg aponta que o acordo pode evoluir mesmo com a possibilidade de novos interessados entrarem no processo.
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