- A B3 lançou nesta quarta-feira, 17, três contratos de Opções de Política Monetária internacionais, referentes aos EUA, Europa e México.
- Os contratos funcionam como indicador das expectativas dos investidores sobre decisões de taxas de juros nesses mercados.
- O modelo é similar às Opções de Copom lançadas pela B3 em 2020, ampliando o portfólio e a abordagem de hedge.
- O prêmio pode variar de 0 a 100 pontos, com cada ponto refletindo a probabilidade atribuída pelo mercado a um cenário de taxa de juros; cada strike representa uma variação na taxa.
- O vencimento ocorre no dia útil seguinte à divulgação da decisão de política monetária, com a negociação até o fim do pregão do anúncio.
A B3 lançou nesta quarta-feira, 17, três contratos de Opções de Política Monetária internacionais. A bolsa brasileira passa a permitir negociação baseada nas decisões de juros dos EUA, da Europa e do México, ampliando o portfólio de instrumentos de proteção e leitura de expectativas.
A novidade acompanha o modelo já existente das Opções de Copom, criadas pela B3 em 2020. A intenção é atender à demanda do mercado por ferramentas que antecipem movimentos monetários fora do Brasil, sem alterar a estrutura original dos contratos.
Os contratos internacionais possuem strike e prêmio de 0 a 100 pontos. Cada ponto representa uma unidade da moeda do país correspondente (dólar, euro ou peso mexicano) e sinaliza a variação esperada da taxa de juros.
O investidor escolhe uma posição conforme sua visão sobre se a taxa será mantida, aumentada ou reduzida. O prêmio varia conforme a probabilidade atribuída pelo mercado ao cenário indicado pelo contrato.
Na prática, o titular paga o prêmio para exercer o contrato ao vencimento, quando o cenário se confirmar. Caso não se confirme, não há pagamento adicional além do prêmio já recebido ou pago na negociação.
A negociação segue o padrão das Opções de Copom: ocorre até o fim do pregão da decisão da autoridade monetária correspondente, com vencimento no dia útil seguinte à divulgação. O lançamento busca ampliar estratégias de proteção de carteiras.
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