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Orçamento de 2026 precisa de R$ 20 bilhões para ser fechado, diz Haddad

Governo defende corte linear de dez por cento em benefícios fiscais infraconstitucionais; escalonamento em três a quatro anos para viabilizar votação na Câmara

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  • O governo defende cortar 10% de incentivos fiscais infraconstitucionais, mantendo benefícios constitucionais como a Zona Franca de Manaus.
  • Parlamentares propõem escalar o corte ao longo de três ou quatro anos para reduzir resistência.
  • Há negociação para incluir itens como taxação de bets (apostas esportivas) e fintechs no texto.
  • A votação está prevista para hoje na Câmara, com avaliação do governo após a versão final do texto.
  • O ministro da Fazenda destacou que o calendário é apertado para não afetar o Orçamento, solicitando rapidez na aprovação.

O governo defende a aprovação de um corte linear de 10% nos benefícios fiscais infraconstitucionais para aumentar a arrecadação. A proposta exclui benefícios constitucionais como a Zona Franca de Manaus. A ideia já era discutida no Congresso.

Parlamentares avaliam escalonar a redução ao longo de três a quatro anos para reduzir resistência. A estratégia visa permitir que setores afetados se organizem e viabilizar a votação do texto na Câmara ainda hoje. O calendário é considerado apertado pelo governo.

Medidas em negociação

Líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr. confirmou a inclusão de temas antes considerados fora ou com dificuldades no Senado, como a taxação de bets e de fintechs. O ministro da Fazenda participou da reunião de líderes em que o tema foi discutido.

Haddad destacou que a equipe econômica espera a versão final para avaliar a concordância do governo com a proposta a ser votada. A iniciativa partiu do Congresso, a pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta, para avaliar impactos fiscais.

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