- O Reino Unido antecipou a revisão das metas de vendas de veículos elétricos (VE) de 2027 para o próximo ano, em resposta às preocupações da indústria automotiva.
- O governo disse que não pretende enfraquecer o banimento de venda de carros a gasolina ou diesel novos a partir de 2035, mesmo com a possibilidade de ajustes na regra.
- A revisão do mandato de VE de zero emissão (ZEV) começa no próximo ano, com o objetivo de concluí-la rapidamente, conforme afirmou o ministro da indústria, Chris McDonald.
- A visita de McDonald à fábrica da Nissan em Sunderland coincidiu com o início da produção do Leaf de terceira geração, o carro elétrico de maior êxito da marca no Reino Unido.
- A União Europeia informou que reduzirá a exigência de emissões zero para 90% dos veículos produzidos a partir de 2035, permitindo até 10% de plug-in híbridos ou veículos com motor de combustão, mediante compensações ambientais adicionais.
A Grã-Bretanha acelerará a revisão de metas de vendas de veículos elétricos de 2027 para o próximo ano, conforme o governo informou que ouvirá as preocupações da indústria automotiva. A decisão ocorre paralelamente ao anúncio de que não haverá enfraquecimento do banimento à venda de carros a gasolina ou diesel novos a partir de 2035.
O ministro da Indústria, Chris McDonald, disse que a revisão do mandato de veículos de emissão zero começa no ano que vem e deverá ser concluída o mais rápido possível. Ele destacou a necessidade de ser responsável com o setor e ao mesmo tempo sensível às condições do mercado. A declaração foi feita durante visita à fábrica da Nissan em Sunderland.
Na planta do norte da Inglaterra, a Nissan iniciou a produção da Leaf de terceira geração, o que marca a continuidade da produção de um dos primeiros veículos elétricos de grande produção no país. A Nissan já fabricou mais de 280 mil unidades do Leaf em Sunderland, a maior fábrica automotiva britânica.
As vendas de veículos elétricos no Reino Unido têm aumentado, representando mais de 20% do mercado em julho. Ainda assim, montadoras haviam admitido excesso de otimismo sobre a demanda, levando a redução de preços para atrair compradores.
Na União Europeia, o grupo anunciado reduzirá a exigência de que 100% dos carros e vans produzidos sejam zero emissões a partir de 2035. A proposta, que recebeu pressão de indústrias e de países como Alemanha e Itália, foi ajustada para 90%. O acordo permite que 10% da produção após 2035 inclua híbridos plug-in ou até veículos com motor de combustão.
Como contrapartida, as montadoras deverão compensar com outras ações ambientais na fábrica, como o uso de aço verde produzido na Europa ou o uso de biocombustíveis em veículos não elétricos. A decisão faz parte dos ajustes para manter o fôlego industrial sem abandonar metas de descarbonização.
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