- Em 2025, as maiores pagadoras de dividendos no Brasil tiveram dividend yield alto, chegando a 54,87%, lideradas pela Syn (SYNE3).
- Vulcabras (VULC3) ficou em segundo lugar com 30,94% e Lavvi (LAVV3) em terceiro com 27,57%, ambos entre as small caps do ranking.
- O volume de anúncios de proventos extraordinários impactou o cenário, com o objetivo de escapar da tributação que entra em vigor no ano que vem, elevando os montantes distribuídos.
- Até 15 de dezembro, foram anunciados 124,1 bilhões de reais em dividendos desde outubro, com 52,9 bilhões a serem pagos até o fim de 2025 e 57,8 bilhões em 2026.
- Analistas apontam que, apesar dos dividend yields inflados, o recuo esperável no ano que vem não eliminaria retornos; Itaú ficou em nono lugar (ITUB4) e pode manter bons proventos, mas com queda potencial no yield sem o efeito dos pagamentos extraordinários.
A temporada de dividendos de 2025 ficou marcada pela corrida de empresas para anunciar proventos antes da vigência da nova tributação. A bolsa brasileira acumulou mais de 30% de valorização, e os pagamentos de dividendos acompanharam essa marcha.
No ranking de maiores pagadoras até 15 de dezembro, lidera a Syn (SYNE3) com dividend yield de 54,87%. Em seguida aparecem Vulcabras (VULC3), 30,94%, e Lavvi (LAVV3), 27,57%. Todas são small caps, com maior potencial de crescimento.
Sobre o desempenho, a Syn já aparece no top 3 pelo segundo ano consecutivo. A depender do ciclo, analistas afirmam que o papel deverá reduzir o yield em 2026, conforme o caixa se recomponha, mantendo previsões mais estáveis para o longo prazo.
Corrida para driblar tributação
Praticamente todos os yields são inflados por dividendos extraordinários. A leitura comum é de que o volume de proventos antecipa pagamentos para escapar da tributação. Estima-se que 17% do yield da Marcopolo seja explicado por proventos extraordinários.
O Itaú (ITUB4) figura entre os grandes pagadores, com projeções de manter a distribuição mesmo com a tributação. Analistas destacam a gestão robusta e o aumento de proventos extraordinários nos últimos anos.
Cerca de 6 empresas do ranking pertencem ao setor imobiliário, reflexo da liquidez de lucros retidos que passaram a ser liberados antes da mudança tributária. Family offices costumam valorizar esse movimento para reduzir a base tributável.
Olho na rentabilidade futura
Analistas divergem sobre o impacto da tributação no dividend yield. Nord e Empiricus veem queda no yield, mantendo, porém, boa atratividade de retorno. Itaú BBA vê potencial de volume semelhante ao já anunciado, até com retorno estável.
Para o investidor, o yield não define tudo. A análise da volatilidade, saúde financeira e pilares setoriais ajuda a avaliar a sustentabilidade de pagamentos. Empresas de maior capitalização costumam oferecer menor risco relativo.
__Observação__: volumes anunciados de dividendos somaram 124,1 bilhões de reais desde outubro, com 52,9 bilhões a serem pagos até o fim de 2025 e 57,8 bilhões em 2026, segundo analistas do Itaú BBA.
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