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Forbes Under 30 prova que retrofit escala em bairros nobres

Planta leva retrofit a Jardins, Itaim e Paulista; FII aberto ao varejo capta R$ 185 milhões em menos de uma hora e mira 30 mil m² anuais

A trajetória de Blanche começou muito antes do mercado imobiliário; aos 18 anos, ele passou a desenhar jardins para amigos e familiares
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  • A Planta leva o retrofit para bairros nobres de São Paulo — Jardins, Itaim e Paulista — com projetos de alto tíquete.
  • Em dezembro, a empresa lançou um fundo imobiliário aberto ao varejo, o Mauá Planta, captando R$ 185 milhões em menos de uma hora (XP Investimentos, Fame na distribuição, Daycoval na administração, gestão da JiveMauá).
  • O portfólio inclui novos empreendimentos como Bianca, Tânia, Victória e Jardim Europa, com objetivo de ampliar a atuação em cerca de trinta mil metros quadrados de retrofit por ano.
  • O histórico da Planta inclui cerca de R$ 1 bilhão captados em club deals desde 2019 e venda de cinco prédios na Vila Buarque para Brookfield Properties por R$ 250 milhões em julho de 2024.
  • A estratégia segue associando retrofit a valorização imobiliária, com foco em centros comerciais e áreas nobres, mantendo disciplina financeira e uso de CRIs para alavancagem.

A Planta, gestora de retrofit liderada por Guil Blanche, amplia sua tese para bairros nobres de São Paulo após captar cerca de R$ 1 bilhão e vender ativos à Brookfield. O movimento acompanha a expansão do modelo do centro para Jardins, Itaim e Paulista. A operação envolve novos projetos de alto tíquete.

Blanche afirma que retrofit em áreas valorizadas aumenta a visibilidade do produto e demonstração de valor imediato. Desde a criação da Planta em 2019, a empresa entregou 15 empreendimentos e captou aproximadamente R$ 1 bilhão via club deals, apoiados por CRIs.

Em julho de 2024, cinco prédios na Vila Buarque foram vendidos à Brookfield Properties por R$ 250 milhões, incluindo o edifício Renata Sampaio Ferreira. A operação validou a viabilidade financeira e a subscrição da carteira, segundo o fundador.

Novos passos

No início de dezembro, a Planta lançou um FII aberto ao varejo, o Mauá Planta, com captação de R$ 185 milhões em menos de uma hora. A XP Investimentos organizou a emissão, a Fame distribuiu e o Daycoval ficará responsável pela administração.

A lista de empreendimentos inclui o Bianca, nos Jardins; o Tânia, nos Jardins; e o Victória, no Itaim, com previsão de entrega em 2027. O portfólio soma 30 mil m² de retrofit adicional e demanda alto tíquete.

Ainda há planos para o Jardim Europa, com retrofit de um edifício de 30 mil m² sem mudança de uso. A Planta projeta manter o foco em ativos corporativos, restaurando usos e preservando memória arquitetônica.

Potencial de mercado

Blanche aponta que o retrofit continua subutilizado, com cerca de 7.000 edifícios comerciais dos anos 1970 passíveis de retrofit no centro expandido. A combinação de terreno escasso, custo de construção e sustentabilidade favorece o movimento.

A empresa mantém a estratégia de estruturar cada prédio como uma unidade com orçamento, cronograma e capital próprios. O VGV estimado dos projetos é de R$ 1,5 bilhão, com meta de 30 mil m² retrofitados por ano.

Engenharia financeira

A Planta utiliza equity, fundos fechados e dívida ligada a CRIs para cada ativo. A ideia é manter disciplina de retorno e gestão independente para cada empreendimento, assegurando clareza de resultados. A atuação em varejo não altera a lógica, apenas o público.

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