- O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, diz que o crescimento da demanda por petróleo deve sustentar os preços, mesmo com o excesso de oferta; acredita que o mercado se estabilizará com a atuação de produtores dos EUA e da Opep.
- O petróleo vem enfrentando queda recente, com expectativa de oferta superar a demanda neste ano e no próximo, impulsionada pela produção da Opep e de países não membros nas Américas, incluindo o Brasil; os preços tocaram níveis baixos em Londres e em Nova York.
- Pouyanné aponta que a demanda continua a crescer e que os países da Opep saberão gerenciar a produção para evitar maior excesso de oferta, citando possível ajuste na produção por parte de produtores de xisto nos EUA.
- No que diz respeito ao gás natural, o optimism de curto prazo é menor: estimativas indicam queda de preços em dois mil e vinte e sete, com novos projetos de GNL no Catar e nos EUA entrando em operação; a TotalEnergies busca mitigar a queda brigando por contratos de longo prazo com compradores asiáticos.
- A empresa segue com expansão no LNG, incluindo projeto em Moçambique com produção prevista para fim de dois mil e vinte e oito ou início de dois mil e vinte e nove, e mantém interesse em ativos de gás nos Estados Unidos; também avalia a possibilidade de comprar a participação da Lukoil na refinaria da Holanda caso a reguladora permita.
Em entrevista à Bloomberg TV, Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, disse que a demanda crescente por petróleo deve sustentar os preços, mesmo com o surplus global visível recentemente. O otimismo vem de sinais de estabilização do mercado.
Pouyanné ressaltou que a Opep e produtores dos EUA podem ajudar a conter o excesso de oferta. Ele acredita que o consumo avançará e que o cartel e os EUA saberão administrar a produção para evitar nova pressão negativa de preços.
O petróleo chegou a fechar em queda, em Londres e Nova York, em meio a expectativa de superávit na oferta para este e o próximo ano. O mercado, porém, pode se recuperar conforme a demanda se recupera e ajustes são feitos.
Pouyanné citou que a demanda continua a crescer e que os países da Opep devem gerenciar a produção. Ele também destacou que produtores de xisto nos EUA podem reduzir o bombeamento se os preços caírem demais.
A visão contrasta com o contango observado na terça-feira, com contratos de curto prazo abaixo de vencimentos longos, sinal de excesso de oferta. Estruturas de preço semelhantes aparecem no Golfo do México.
No campo do gás natural, o executivo adotou tom mais pessimista. Prevê queda de preços em 2027 por novos projetos de GNL no Catar e nos EUA, entrando em operação.
A TotalEnergies planeja mitigar a queda de preços do gás ao ampliar contratos de longo prazo com compradores asiáticos e reduzir a exposição ao mercado à vista. A empresa atua em Moçambique com o projeto de GNL em construção.
Pouyanné indicou que a produção de Moçambique deve iniciar no fim de 2028 ou início de 2029, após interrupção por ataques na região. A companhia também busca ativos de gás nos EUA para ampliar o envio de GNL à Europa.
A empresa tem aumento de atuação nos EUA, com menor presença na Rússia. Ainda mantém participação na Novatek e em plantas de GNL russas. Em 2022, a Total registrou perdas relacionadas a ativos russos.
Pouyanné disse que, caso a Lukoil venda suas operações internacionais, a TotalEnergies poderá exercer o direito de comprar a participação de 45% na refinaria holandesa.
Se houver paz entre Rússia e Ucrânia e sanções forem suspensas, a gestão de investimentos na região poderá mudar, mas sem decisões rápidas. A Total continua diversificando para o setor elétrico, com novos investimentos em energia limpa.
Caso o cenário permaneça desafiador, a empresa pode desacelerar aquisições para preservar caixa no próximo ano, mantendo foco em expansão de geração e armazenamento de energia. Com colaboração de Caroline Connan.
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