- A Carolina do Norte é grande produtora de árvores de Natal, com cerca de novecentos e quarenta viveiros, e representa uma parte importante da economia local.
- Trabalhadores H-2A, vindos do México, sustentam a colheita de pinheiros na região, trabalhando longas jornadas durante o pico da temporada.
- Diretrizes salariais recém-implementadas podem reduzir salários entre cinco e sete dólares por hora, o que pode comprometer a viabilidade econômica da operação.
- Estima-se que, no auge da colheita, até quatro mil trabalhadores H-2A atendam à demanda na área, número que pode diminuir devido às mudanças migratórias.
- A insegurança com políticas de imigração, isolamento e dependência de empregadores para transporte e moradia alimentam temores entre os trabalhadores sobre retornar no próximo ano.
Trabalhadores temporários H-2A sustentam a indústria de pinheiros de Natal na Carolina do Norte, estado com cerca de 940 viveiros e grande participação nas vendas. Novas diretrizes salariais podem reduzir ganhos, o que coloca em risco a continuidade de mão de obra.
O período de colheita é intenso: turnos longos, trabalho ao ar livre e dependência de empregadores para transporte, moradia e alimentação. Há relatos de strain físico e isolamento, com famílias migrando entre México e EUA ao longo de anos.
As mudanças propostas pelo governo federal podem diminuir salários em 5 a 7 dólares por hora, segundo apuração de órgãos e organizações de trabalhadores. O efeito esperado é reduzir a viabilidade econômica da atividade.
Nearly 1 em cada 4 árvores de Natal comercializadas nos EUA vem da Carolina do Norte, que abriga boa parte dos produtores. Em 2022, mais de 3 milhões de árvores geraram cerca de 144 milhões de dólares na economia local.
Implicações para trabalhadores
Estimativas apontam até 4 mil trabalhadores H-2A no pico da safra, muitos vindo de estados mexicanos. A dependência de mão de obra estrangeira fica evidente pela necessidade de logística, visto que a região oferece serviços limitados de apoio aos trabalhadores.
Vários entrevistados afirmam já sentir insegurança com as mudanças na política migratória e com a possibilidade de redução de salários. Organizações locais alertam para riscos de exploração e para a necessidade de planejamento diante do cenário incerto.
Os empresários destacam a importância dos trabalhadores experientes para manter a qualidade das árvores. A possibilidade de reposição por mão de obra local ou por imigração mais restrita preocupa produtores que dependem de mão de obra sazonal de longa data.
Entre na conversa da comunidade