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Moody’s classifica risco de liquidez de stablecoins em mercado em expansão

Moody’s propõe metodologia para classificar risco de liquidez de stablecoins, avaliando reservas, valor de mercado e salvaguardas, em mercado de US$ 300 bilhões

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  • Moody’s propõe uma nova metodologia para classificar o risco de liquidez de stablecoins, com base na qualidade dos ativos de reserva, no risco de valor de mercado e nas salvaguardas operacionais.
  • A avaliação levaria em conta a qualidade de crédito dos ativos no pool de reservas, o valor de mercado e, em seguida, usa o menor valor entre as duas análises para atribuir a classificação.
  • A agência aplicaria uma taxa de adiantamento (haircut) conforme o risco e identificaria cinco categorias de ativos líquidos, com depósitos em dinheiro e títulos do governo na mesma moeda entre as mais valorizadas.
  • A proposta, publicada na sexta-feira (12), ficará aberta a comentários até 29 de janeiro de 2026 e exclui stablecoins algorítmicas; também considera governança, regime regulatório e cenários de estresse.
  • As classificações não avaliam estabilidade ou desempenho como investimento e não citam automaticamente a Tether; a metodologia pode exigir auditorias de terceiros e observar o “elo mais fraco” entre as reservas.

A Moody’s Ratings propõe uma nova metodologia para classificar a liquidez de stablecoins, em um movimento para redefinir a avaliação de um mercado estimado em US$ 300 bilhões. A iniciativa, apresentada pela agência de classificação de crédito de 116 anos, visa atribuir classificações de depósito com base na qualidade de ativos de reserva, no risco de valor de mercado e nas salvaguardas operacionais.

A proposta foi publicada na sexta-feira, 12 de janeiro de 2026, e poderá entrar em vigor após análise de comentários públicos. O prazo para envio das contribuições vai até 29 de janeiro de 2026, segundo a Moody’s. A ideia surge num momento de crescimento da adoção de stablecoins e de avanços regulatórios ao redor do mundo.

A Moody’s afirma que as stablecoins ganham relevância para bancos, tesourarias e sistemas de pagamento, e que a nova avaliação busca oferecer uma leitura independente de um mercado ainda em evolução e com transparência variavel. O objetivo é ampliar a confiança de investidores na qualidade dos ativos de reserva.

Metodologia e escopo

A Moody’s poderá avaliar a qualidade de crédito de cada ativo no pool de reservas de uma stablecoin para calcular uma média ponderada, além de considerar o valor de mercado dos ativos. A classificação final dependerá do menor valor entre esses dois componentes, com ajustes aplicados conforme necessário.

Ainda segundo a proposta, as stablecoins seriam avaliadas por cinco categorias de ativos líquidos, privilegiando depósitos em dinheiro e títulos de curto prazo emitidos no mesmo país. A governança, o contexto regulatório e cenários de estresse também entrariam na análise.

A proposta exclui stablecoins algorítmicas e prevê cobrança de uma taxa de adiantamento, equivalente a um haircut, com base em medidas de risco, incluindo liquidez. Em relação às informações, a Moody’s consideraria possivelmente revisões por terceiros independentes.

Limites e próximos passos

A Moody’s alerta que a classificação não deve servir para julgar a estabilidade ou o desempenho de uma stablecoin como investimento. O objetivo é refletir a probabilidade de resgate em tempo hábil. Em caso de aplicação, as avaliações poderão exigir que emissores submetam dados a auditorias independentes.

A agência planeja ouvir o público antes de adotar a metodologia, com a possibilidade de ajustes com base nos comentários recebidos. O material completo está disponível para consulta pública, conforme informar a Moody’s.

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