- O Tesouro definirá nesta sexta-feira se concede aval para empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, com teto de juros de até 120% do CDI.
- A Caixa Econômica Federal demonstra interesse em parcerias com os Correios para ampliar serviços, inclusive financeiros.
- Os Correios tiveram prejuízo de R$ 633 milhões em 2023 para R$ 2,6 bilhões em 2024, com perspectiva de déficit ainda maior em 2025.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a reestruturação exige parcerias com setores público e privado e que a Caixa pode oferecer serviços adicionais nos postos.
- O presidente Lula negou privatização dos Correios, defendendo modelo de economia mista e abertura a parcerias sob gestão pública.
O governo sinaliza saída para a crise dos Correios por meio de parcerias com empresas públicas e privadas, incluindo a Caixa. A pasta da Fazenda aponta que a reestruturação é necessária para manter a empresa no mercado.
O Tesouro espera conceder, nesta sexta-feira, um aval de empréstimo de 12 bilhões de reais aos Correios, com teto de juros de até 120% do CDI. A Caixa demonstra interesse em ampliar serviços por meio da parceria com a estatal.
Os números da crise são alarmantes: o prejuízo da estatal passou de 633 milhões de reais em 2023 para 2,6 bilhões em 2024. O déficit acumulado de 2025 já chega a 6 bilhões de reais até setembro, com projeção de 10 bilhões no ano.
Haddad afirmou que é essencial buscar parcerias para a sobrevivência dos Correios. Ele mencionou que a Caixa pode levar serviços financeiros aos postos, ampliando a capilaridade da rede.
O ministro também afirmou que o Tesouro definirá, ainda nesta semana, se dá o aval ao empréstimo. O governo não pretende oferecer garantias para juros acima do teto de 120% do CDI.
Segundo Haddad, a prefeitura de planos envolve a possibilidade de o Correios adotar um modelo de economia mista, com participação do setor privado. A ideia é preservar a universalidade do serviço.
Lula já reforçou, em declarações públicas, que não haverá privatização dos Correios. O presidente admite, no entanto, a chance de parcerias e de uma gestão com participação pública, mas sem venda de controle.
O governo tem feito ajustes na gestão, substituições de dirigentes e avaliações de caminhos para manter a função essencial dos Correios. A prioridade é evitar o retorno do quadro de custos sem solução.
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