- Haddad afirmou que pretende deixar o Ministério da Fazenda até fevereiro de 2026 para permitir ajustes orçamentários e apoiar a campanha de Lula à reeleição.
- O possível substituto seria o secretário-diretor Dario Durigan, embora Haddad não tenha confirmado oficialmente quem assumiria.
- O ministro sinalizou que pode discutir mudanças nos parâmetros do arcabouço fiscal, como reduzir ou aumentar o teto de despesas e a alta real; sugeriu faixas entre 60% e 80% para despesas e 2% a 3% para o crescimento.
- A agenda da jornada 6 por 1 pode entrar na pauta eleitoral, conforme avaliação de Haddad, com Lula respeitando a decisão dele.
- Haddad defendeu a continuidade das reformas de gastos públicos e afirmou ser contra fixar um teto para a dívida pública.
Haddad informou que pretende deixar o comando do Ministério da Fazenda até fevereiro de 2026, para atuar na campanha de Lula à reeleição em 2026. A ideia é facilitar uma troca de comando, caso o pleito seja atendido, já que não há descompatibilização automática. Lula garantiu que respeitará a decisão.
O ministro mencionou que pode indicar o secretário Dario Durigan como possível substituto. Também destacou que a agenda da jornada 6 por 1 pode entrar na pauta eleitoral, dependendo do cenário político e das forças em jogo. Não indicou quem assumiria de forma definitiva.
Haddad afirmou ainda que o governo deve seguir com reformas de gastos públicos para manter a sustentabilidade das contas. O objetivo é evitar desorganização fiscal e pressões sobre as taxas de juros, com ajustes graduais na política de gastos.
Perspectiva Fiscal e cenários
Segundo o ministro, pode haver ajustes nos parâmetros do arcabouço fiscal vigente, mantendo, na essência, a arquitetura atual. Entre as possibilidades discutidas estão ampliar ou reduzir faixas de teto de gastos e alterar a alta real anual, conforme o cenário político. Ele ressaltou que continua sendo favorável à continuidade das reformas.
Ainda sem consenso, Haddad disse que não vê viabilidade em fixar um teto para a dívida pública. A avaliação é de que esse caminho não é exequível, mantendo o foco em ajustes estruturais para a sustentabilidade das contas públicas. O governo segue acompanhando o debate no Congresso.
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