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BofA prevê 2026 positivo para bolsas da LatAm, diz presidente

BofA aposta em 2026 positivo para bolsas da América Latina, com queda de juros e maior atividade na Argentina, Chile, Peru e México, apesar de eleição no Brasil

Expectativa de queda de juros na região também deve contribuir com os mercados
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  • Bank of America espera ano de 2026 positivo para ações na América Latina, mesmo com eleições no Brasil, Colômbia e Peru, que podem provocar volatilidade.
  • Augusto Urmeneta, presidente para a região, afirmou à Bloomberg News que, apesar do cenário eleitoral, é provável que seja um ano bom por queda prevista das taxas de juros.
  • A atividade de mercados de capitais deve crescer na Argentina, Chile, Peru e México no próximo ano.
  • No Brasil, a taxa de juros de referência está em 15% ao ano, com projeção de término de 2026 em cerca de 12%.
  • A emissão total de ações na região neste ano foi de US$ 8 bilhões, still abaixo do recorde de US$ 27,4 bilhões em 2021; o Banco tem mais de 2.000 funcionários cobrindo a América Latina e ficou em segundo lugar em fees de investment banking nos primeiros nove meses de 2025.

O Bank of America (BofA) sugere que ações na América Latina devem ganhar fôlego em 2026, mesmo diante de eleições presidenciais no Brasil, Colômbia e Peru. A expectativa é de queda gradual das taxas de juros, o que costuma estimular o mercado de capitais na região.

Segundo Augusto Urmeneta, presidente do BofA para a América Latina, o ambiente de menor custo de dinheiro deve favorecer atividades de equity na Argentina, Chile, Peru e México. O cenário contempla maior movimentação de mercado e financiamentos para empresas.

A avaliação ocorre em meio a um cenário de desaceleração de ofertas de ações na região desde o pico de 2021, quando a Nubank abriu capital nos EUA. A agenda de 2026 deve incluir volatilidade associada às eleições, mas com viés de recuperação de volúveis de capital.

Contexto de longo prazo e atuação do banco

O Brasil permanece como maior mercado do BofA na região, com maior base de clientes e funcionários. O México ocupa o segundo lugar, com operações de banco corporativo e de investimento e atuação regional. No Chile, Peru, Colômbia e Argentina, o banco também mantém presença relevante.

O desempenho da área de investimentos é destacado pela equipe, com atuação em banca de investimento, derivativos, tesouraria, pagamentos e operações de câmbio. O objetivo é atender clientes com oferta completa em mercados latino-americanos.

Dados recentes de mercado e operações

Entre 2024 e 2025, o BofA realizou operações relevantes na região, como um block trade de Smartfit no último mês, no montante de cerca de US$ 159 milhões. Também participou de ofertas da Fibra Next, totalizando US$ 431,2 milhões, com novos tranches em novembro.

A emissão total de ações na América Latina alcançou US$ 8 bilhões neste ano, ainda abaixo do recorde de 2021, quando chegou a US$ 27,4 bilhões. Investidores aguardam eleições em Peru (abril) e Colômbia (maio), com o Brasil em outubro.

Perspectivas por país e impacto regional

Urmeneta aponta que o México tem mostrado atividade robusta, ainda que o desempenho global não tenha sido uniforme. No Peru, uma moeda forte e crescimento de cerca de 4,5% criam condições positivas para 2026. O Chile deve acelerar após a recuperação eleitoral.

No Brasil, a expectativa é de maior atividade em follow-ons e block trades no primeiro semestre, com menor impulso de IPO até que haja clareza sobre os resultados eleitorais. As fusões e aquisições devem se manter estáveis, com pipeline esperançosamente maior.

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