Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Quem são os novos magnatas por trás do IPO bilionário da Medline

IPO da Medline leva cinco filhos dos fundadores à lista de bilionários; o primeiro dia fecha com capitalização acima de US$ 55 bilhões

A família fundadora da Medline (da esquerda para a direita): Jim Abrams, Charlie Mills e Andy Mills
0:00
Carregando...
0:00
  • A Medline abriu capital em um dos maiores IPOs de 2025, com valor de mercado superior a US$ 55 bilhões no encerramento do primeiro dia.
  • Cinco membros da família Mills tornaram-se bilionários pela primeira vez, todos filhos dos cofundadores Jim e Jon Mills.
  • Os ganhos estimados: Charlie Mills US$ 10,9 bilhões; Andy Mills US$ 5,4 bilhões; Wendy Abrams US$ 4,5 bilhões; Nancy Mills Barnett US$ 4,2 bilhões; Peggy Baker US$ 3,8 bilhões.
  • A participação remanescente da família está via Mozart Holdco, controlada em 91% por trusts nomeados aos cinco, com percentuais de 37%, 18%, 14%, 12% e 11%.
  • No IPO, a família indicou interesse em comprar até US$ 250 milhões em ações adicionais; ações fecharam em US$ 41 no primeiro dia, frente ao preço de oferta de US$ 29.

A Medline, gigante de suprimentos médicos, abriu seu capital em 2025, elevando sua capitalização de mercado para mais de US$ 55 bilhões após alta de 41% no primeiro dia. A operação catapultou cinco membros da família Mills, donos da empresa, para a lista de bilionários da Forbes pela primeira vez.

Os novos bilionários são Charlie Mills, Andy Mills, Wendy Abrams, Nancy Mills Barnett e Margaret “Peggy” Baker. Todos são filhos ou descendentes dos cofundadores Jim e Jon Mills, que lideraram a Medline por décadas. Charlie e Andy permanecem na diretoria; Charlie é presidente do conselho.

Detalhes da participação

A família detém a participação remanescente por meio da Mozart Holdco, segundo o prospecto do IPO. A Forbes aponta que trusts em nome dos cinco membros controlam 91% da holding, com participações de 37% (Charlie) a 11% (Peggy). A transação de 2021 manteve participação da família, ainda que diluída com a abertura de capital.

Em 2021, fundos de private equity liderados por Blackstone e Carlyle compraram 79% da Medline, em operação avaliada em mais de US$ 30 bilhões. A família recebeu ganhos líquidos estimados em US$ 18 bilhões na ocasião, preservando 21% da empresa, que caiu para 17% após o IPO.

O que mudou na empresa

Desde a entrada dos privados, a Medline teve crescimento de receita próximo de 50%, indo de US$ 17,5 bilhões em 2020 para US$ 25,5 bilhões em 2024. O lucro líquido atingiu US$ 1,2 bilhão em 2024, com previsão de crescer em 2025.

Nos primeiros nove meses deste ano, a empresa reportou lucro de US$ 1 bilhão sobre vendas de US$ 20,6 bilhões. O IPO permitiu manter a gestão externa com CEO John Boyle, enquanto a família sinaliza interesse em adquirir até US$ 250 milhões adicionais em ações.

História e filantropia

Fundada em 1966, a Medline permaneceu sob controle familiar por décadas. A empresa ganhou projeção durante a pandemia de Covid-19, com aumento da demanda por itens hospitalares. A família Mills é conhecida por ações filantrópicas, ainda que de forma discreta.

Andy Mills criou a Vivo Foundation em 2021, destinando cerca de US$ 200 milhões, enquanto Wendy Mills e Jim Abrams contribuíram com US$ 550 milhões à 1111 Foundation. Jim Abrams afirmou, em 2020, que a empresa prefere manter um perfil modesto.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais