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Raízen negocia aporte de até R$ 10 bi com Shell e Cosan

Raízen acelera captação de até R$ 10 bilhões com Shell e Cosan, enquanto negocia venda de ativos para fortalecimento do balanço e redução de endividamento

(Company earnings report)
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  • A Raízen discute uma possível injeção de capital de até R$ 10 bilhões com a Shell e a Cosan, com participação do BTG Pactual Holding, segundo pessoas próximas ao assunto.
  • Também está nos planos a venda de ativos, incluindo a refinaria da Raízen na Argentina, totalizando cerca de R$ 10 bilhões.
  • O momento é considerado decisivo para a empresa, importante player do agronegócio e da distribuição de combustíveis, buscando reforçar o balanço diante de juros altos e resultados mistos.
  • A reestruturação da dívida da Raízen pode criar tensão entre credores, incluindo o Itaú, que tem exposição à empresa, objetivo de renegociação mais rápida e menos arriscada.
  • A Shell, com 44% de participação, deve participar da capitalização, enquanto o BTG está sob pressão para atuar de forma mais presente na estabilização do negócio.

A Raízen intensifica a busca por reforçar seu balanço com uma possível capitalização de até R$ 10 bilhões. As conversas envolvem Shell e Cosan, acionistas controladores, e o BTG Pactual Holding, segundo informações de fontes próximas à situação. A ideia inclui potenciais parceiros externos.

As negociações ocorrem em meio à queda recente dos títulos de dívida da Raízen no exterior, que acelera a pressão por solução estrutural. A empresa também avalia a venda de ativos para levantar recursos próximos de R$ 10 bilhões, incluindo a refinaria na Argentina.

A Shell, que detém 44% da Raízen, também deve participar da capitalização, segundo as fontes. O movimento sinaliza uma reorganização do grupo para fortalecer o caixa diante do ambiente de juros elevados e de desafios setoriais.

A Cosan, que controla a Raízen, está envolvida na discussão de uma estrutura de dívida ligada a dividendos que envolve a empresa. O BTG Pactual, novo investidor da Cosan, é visto como participante ativo nesse processo de estabilização.

A situação também impacta a relação com o Itaú Unibanco, que possui exposição à Raízen. Fontes dizem que o banco busca renegociação rápida para reduzir riscos associados à operação da Raízen.

Porta-vozes de Raízen, Cosan, Itaú e BTG Pactual não comentaram oficialmente. A Shell informou que não comenta rumores, reiterando confiança nas ações da diretoria para reduzir o endividamento.

A crise financeira ocorre em meio a resultados desafiadores para o setor de biocombustíveis e distribuição de combustíveis. Em três meses, os bonds da Raízen em dólar registraram perda relevante, refletindo o cenário adverso.

A avaliação de risco mantém o tema sob vigilância. Agências de classificação revisaram a nota da Raízen para um patamar próximo ao grau de investimento, com perspectiva negativa, após deterioração de métricas de crédito.

Analistas destacam que a recuperação dependerá de fatores externos e de medidas de gestão de endividamento. A Raízen tem buscado estratégias para reduzir custos, ampliar liquidez e retomar o impulso de crescimento.

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