- Em 2025, o complexo soja movimentou US$ 50,6 bilhões (R$ 278,3 bilhões), queda de 3% frente a 2024, respondendo por 32,6% de todas as exportações agro do Brasil.
- O volume exportado alcançou 127,4 milhões de toneladas, sendo 104,8 milhões de grãos, 21,3 milhões de farelo e 1,3 milhão de óleo.
- A China segue como principal destino, com 82,9 milhões de toneladas e US$ 33,5 bilhões (R$ 184,3 bilhões), representando 65,1% do complexo soja exportado no período.
- Mercados emergentes ganharam peso: Paquistão subiu para US$ 554,9 milhões (1,4 milhão de toneladas), Romênia para US$ 118,2 milhões (343,4 mil t) e outros países como Nigéria, Costa do Marfim, Serra Leoa e Barbados diversificaram as compras.
- Produção brasileira de soja em 2024/25 ficou em 171,5 milhões de toneladas; para 2025/26 as projeções variam entre 175 e 177 milhões de toneladas, mantendo o Brasil como maior produtor mundial.
A soja continua sendo o pilar do agronegócio brasileiro. Mesmo com leve recuo de valor, o complexo soja manteve volume expressivo e abriu novos mercados, mantendo o Brasil como maior produtor mundial. Em 2025, o setor respondeu por boa parte da balança agropecuária.
Entre janeiro e dezembro de 2025, o complexo soja movimentou US$ 50,6 bilhões (R$ 278,3 bilhões). O valor é 3% menor que 2024, segundo o Mapa, com base na Secex/MDIC. A soja sozinha representou 32,6% das exportações do agro.
Mesmo com a queda de preço, o volume embarcado aumentou. Foram 127,4 milhões de toneladas de soja e derivados, ante 119,2 milhões em 2024, crescimento de 7%. Do total, 104,8 milhões foram grãos, 21,3 milhões farelo e 1,3 milhão óleo.
Mercado Chinês e diversificação global
A China manteve o posto de principal destino, comprando 82,9 milhões de toneladas e US$ 33,5 bilhões (R$ 184,3 bilhões) entre janeiro e novembro de 2025. O volume representa 65,1% das exportações do complexo soja brasileiro no período.
Outros compradores ganharam espaço, como Tailândia, Espanha, Indonésia, Vietnã, Países Baixos, Turquia e Romênia, sinalizando diversificação da base de demanda externa.
Novos mercados ganham força
Paquistão emergiu como grande novidade, passando de US$ 15,8 mil em 2024 para US$ 554,9 milhões em 2025, com 1,4 milhão de toneladas. Esse salto colocou o país como 12º maior importador da soja brasileira.
Romênia também ampliou compras de US$ 40,4 milhões para US$ 118,2 milhões, com volumes de 98 mil para 343,4 mil toneladas. Nigéria, Costa do Marfim, Serra Leoa e Barbados ampliaram participação.
Produção brasileira sustenta o comércio
A safra 2024/25 teve recorde de 171,5 milhões de toneladas, segundo USDA, fortalecendo a liderança global. A produção mundial ficou em 427,15 milhões de toneladas, com o Brasil respondendo por 40,1%.
Para 2025/26, o USDA aponta queda global de 1,08% para 422,54 milhões de toneladas, enquanto o Brasil pode avançar para 175 milhões de toneladas. A Conab projeta ainda mais, 177,1 milhões, recorde potencial.
Conclusão operacional do setor
Os números de 2025 indicam que a soja continua a sustentar o desempenho do agronegócio brasileiro. Em meio a oscilações de preço, o volume, a presença em novos mercados e a liderança produtiva mantêm o grão como ativo estratégico.
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