- Arrecadação do governo federal atingiu 225,7 bilhões de reais em novembro, recorde para o mês, com alta real de 3,75% ante novembro de 2024.
- No acumulado de onze meses, a arrecadação chegou a 2,59 trilhões de reais, e, com efeitos de inflação, totalizou 2,62 trilhões de reais, resultado recorde para o período.
- O recorde de novembro veio com expansão do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) anunciada pelo governo em maio, além de contribuição de apostas e loterias, que renderam cerca de 850 milhões de reais.
- O crescimento também foi puxado pelo aumento do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras e pelos juros sobre capital próprio.
- O governo utiliza o desempenho para fechar o ano de 2025 com meta fiscal mais ambiciosa, incluindo possível déficit de até 0,25% do Produto Interno Bruto, com tolerância normativa prevista.
A arrecadação do governo federal somou 226,7 bilhões de reais em novembro, segundo a Receita Federal. O resultado mostra aumento real de 3,75% frente a novembro de 2024. O mês destacou-se como o maior já registrado para novembro desde 1995.
Esse crescimento foi impulsionado pela elevação do IOF, anunciado pelo governo em maio. A taxação de bets, incluindo a arrecadação de loterias, contribuiu com cerca de 850 milhões de reais em novembro. Juros sobre aplicações também ajudaram.
Parámetros fiscais destacam ainda o efeito da alta da Selic sobre o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, além de juros sobre capital próprio. A soma de receitas reforça o desempenho de 2025 até agora.
Nos onze primeiros meses de 2025, a arrecadação totalizou 2,59 trilhões de reais (sem ajuste pela inflação). Com ajuste inflacionário, o total chega a 2,62 trilhões, incremento real de 3,25% ante igual período de 2024.
O governo aponta que outros tributos contribuíram para o resultado, como tributação de fundos exclusivos, mudanças em incentivos concedidos por estados e retomada de tributos sobre combustíveis.
Momento e metas fiscais
A alta da arrecadação sustenta a meta de zerar o rombo fiscal em 2025, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024. Há tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB para o déficit, equivalente a cerca de 31 bilhões de reais.
Previsão também aponta exceções: são excluídos precatórios no montante de 44,1 bilhões de reais, na contabilidade da meta. A agenda aponta ainda o objetivo de 2026 com superávit primário de 0,25% do PIB, estimado em aproximadamente 34 bilhões de reais.
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