- A China anunciou tarifas temporárias de 21,9% a 42,7% sobre diversos laticínios da União Europeia, com início em 23 de dezembro, abrangendo queijos e outros produtos; as medidas são justificadas por danos à indústria chinesa.
- As tarifas decorrem de uma investigação iniciada pela China em agosto de 2024 sobre subsídios europeus ao setor de laticínios, com conclusão prevista para fevereiro.
- A União Europeia contesta as investigações, afirmando que as alegações são discutíveis e as evidências insuficientes, considerando as medidas injustificáveis.
- Na semana anterior, a China já havia imposto tarifas antidumping sobre carne suína da UE por cinco anos, variando entre 4,9% e 19,8%.
A China informou que aplicará tarifas temporárias sobre certos laticínios da União Europeia. As medidas, que vão de 21,9% a 42,7%, entram em vigor no dia 23 de dezembro e atingem queijos, leite e creme. A justificativa é a avaliação de danos à indústria chinesa por subsídios europeus.
As tarifas decorrem de uma investigação iniciada em agosto de 2024, após solicitação da Associação Chinesa de Laticínios. O resultado preliminar aponta relação entre subsídios da UE e prejuízos para produtores chineses. A conclusão final está prevista para fevereiro.
Reação internacional e contexto
A UE reagiu, destacando que as análises são baseadas em alegações discutíveis e evidências insuficientes, classificando as medidas como injustificadas. Esse movimento segue-se à imposição de tarifas temporárias anteriores sobre a carne de porco da UE, por cinco anos.
As tarifas sobre laticínios são distintas das aplicadas recentemente a carne suína. As tarifas de porco variaram de 4,9% a 19,8% e entraram em vigor em 17 de dezembro, substituindo faixas anteriores entre 15,6% e 62,4%.
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