- Focus aponta Selic em 12,25% para 2026, leve alta frente à estimativa anterior de 12,13%.
- Reunião de janeiro deve manter juros estáveis, em 15 de janeiro.
- IPCA de 2025 passa a 4,33% e IPCA de 2026 fica em 4,06%, sexta queda consecutiva nas projeções.
- PIB é visto em 2,26% em 2025 e 1,80% em 2026, sem mudança nas perspectivas.
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirma que decisões dependem de dados e não há portas fechadas.
O Focus, levantamento divulgado nesta segunda-feira, aponta alta da Selic para 12,25% em 2026, frente 12,13% na leitura anterior. O mercado segue esperando a decisão da primeira reunião do ano, marcada para 15 de janeiro, sem sinal de mudanças abruptas.
A inflação medida pelo IPCA sofreu mais uma revisão para baixo. 2025 passou a 4,33% (queda de 0,03 ponto) e 2026, 4,06% (queda de 0,04 ponto). A série acumula a sexta redução consecutiva das projeções. Para 2027 e 2028, as estimativas ficaram estáveis, em 3,80% e 3,50%.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que a autoridade atua de forma dependente de dados, sem portas fechadas nem direções fixas para a política monetária. O foco permanece na convergência da inflação ao centro da meta de 3,00%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.
Perspectivas macroeconômicas
Para o PIB, a Focus manteve a projeção de crescimento de 2,26% em 2025 e 1,80% em 2026, sem alterações em relação à leitura anterior. O BC já indicou que a atividade econômica pode ser mais forte neste ano do que o previsto, estimando 2,3% para 2025 e manter a inflação acima da meta até o fim de 2027.
A divulgação detalha ainda que a inflação deve atingir o centro da meta apenas no primeiro trimestre de 2028, mantendo-se acima do alvo no período decisivo de 2027. O Banco Central reiterou que a política monetária seguirá guiada pelos dados disponíveis.
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