- Federações divergem: FUP defende fim da greve na Petrobras, enquanto FNP reformula manutenção do movimento; a paralisação já chega ao nono dia nesta terça-feira, 23.
- FUP informou que o conselho deliberativo aprovou aceitar a contraproposta da Petrobras apresentada no domingo, 21, e suspender a greve.
- Avanços citados pela FUP incluem abono de 50% dos dias parados, garantia de não punição aos grevistas e opção por banco de horas, além de melhorias no plano de saúde e nos vales.
- Em diante, as unidades em greve permanecem paralisadas até novas assembleias locais definirem os próximos passos; na Revap, São José dos Campos, 89% dos trabalhadores votaram pela suspensão.
- A FNP mantém o movimento, afirmando que as concessões são insuficientes; nova assembleia está marcada para depois do dia 26 e a categoria continua mobilizada.
A greve de petroleiros da Petrobras chegou ao nono dia nesta terça-feira 23, com as duas principais federações divergindo sobre o futuro do movimento. A FUP defende o fim da greve, enquanto a FNP insiste na continuidade, após as negociações com a Petrobras. O impasse envolve trabalhadores de várias unidades da estatal, em todo o país.
A FUP, que representa 105,4 mil trabalhadores, informou que o conselho deliberativo aprovou aceitar a contraproposta apresentada pela Petrobras e suspender a greve. Segundo a federação, houve avanços relevantes em pontos como abono, reajustes de vales e ausência de punições aos grevistas.
A FUP destacou ainda melhorias no plano de saúde e a criação de condições para reduzir custos com transporte. A paralisação permanece em vigor até que assembleias regionais definam os próximos passos, conforme calendário de cada sindicato.
Continuidade
A FNP, que representa 26 mil trabalhadores de quatro sindicatos, argumenta que as concessões não atendem às demandas. Em plenária, a entidade decidiu manter o movimento suspenso, com nova assembleia prevista após o dia 26.
O secretário-geral da FNP, Eduardo Soares da Costa, informou que a greve continua forte e que as assembleias são soberanas. A entidade reforça a necessidade de manter pressão para avanços adicionais e mobiliza a categoria por meio das redes sociais.
Reivindicações centrais
Entre as reivindicações estão melhorias no plano de cargos e salários, solução para planos de equacionamento de déficit da Petros e defesa da Petrobras como empresa pública. Em relação ao Petros, a diretoria da Petrobras informou que a solução depende de um processo com duração estimada de até 8 meses.
A Petrobras confirmou ajustes na proposta de acordo coletivo apresentados no domingo, destacando avanços nos pleitos sindicais. A estatal disse buscar o entendimento com as entidades e a suspensão do movimento, sem impacto na produção. Equipes de contingência foram acionadas onde necessário.
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