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Inflação de fim de ano calibra expectativas de juros para 2026

IPCA-15 aponta alta de 0,30% em dezembro e 12 meses em 4,40%, com IPCA cheio projetado em 0,40%; serviços sobem, alimentos e descontos ajudam a conter o avanço

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  • Nesta terça, sai a leitura do IPCA-15 de dezembro, com alta de 0,30% e 12 meses em 4,40%.
  • O IPCA cheio de dezembro é estimado em cerca de 0,40%, mantendo a inflação em 12 meses ao redor de 4,37%.
  • Serviços devem seguir pressionando o índice, puxados por passagens aéreas; alimentos e bens industriais ajudam a conter o avanço; preços administrados sob leve alta, e energia elétrica/gasolina indicam deflação nesses itens.
  • Nos EUA, o PIB do terceiro trimestre é esperado em 3,3%, com a confiança do consumidor CB em 91,7.
  • No cenário de mercado, futuros de índices americanos e o ETF EWZ iniciam o último pregão antes do Natal com leve alta, diante das expectativas sobre o PIB americano.

Nesta terça-feira, 23 de dezembro, o mercado acompanha a divulgação da última leitura de inflação deste ano no Brasil, o IPCA-15, prévia do IPCA. A projeção aponta altas de 0,30% no mês e 4,40% no acumulado em 12 meses.

A leitura aguarda pressão de serviços, impulsionada por passagens aéreas, mas vê suportes em alimentos e bens industriais. Descontos da Black Friday devem ajudar a conter o avanço do índice, assim como quedas em energia elétrica e gasolina.

Para o IPCA cheio de dezembro, cuja divulgação ocorre apenas no início de janeiro, a projeção aponta variação próxima de 0,40%. Se confirmada, a inflação em 12 meses recuaria para cerca de 4,37%.

Nos Estados Unidos, o foco está no PIB do terceiro trimestre, cuja mediana de estimativas aponta crescimento anualizado de 3,3%. Um resultado nesse patamar indicaria desaceleração frente ao 3,8% do último trimestre, porém manteria sinal de resiliência.

A leitura do PIB americano reforça a percepção de economia ainda saudável, mesmo diante de juros elevados e política monetária firme. Dados positivos alimentam a percepção de cenário estável para ativos globais.

Mercados de câmbio e ações reagem com viés de alta moderada no pré-mercado, à medida que investidores aguardam o conjunto de indicadores para calibrar estratégias de curto prazo. Em Nova York, o ETF EWZ registra movimento próximo à abertura da sessão.

No Brasil, o IPCA-15 de dezembro é um dos Main drivers para as expectativas de política monetária. A convergência entre inflação contida e sinais de recuperação econômica sustenta o cenário de metas, segundo analistas.

Entre os dados relevantes, o IPCA-15 (12M) aponta estimativa de 4,40%, frente a 4,50% anterior. A leitura reforça a percepção de desaceleração anual, mantendo a inflação dentro da banda esperada.

Indicadores de preços administrados apontam leve alta por reajustes em planos de saúde, enquanto a deflação em tarifas de energia elétrica tende a conter o índice mensal. O efeito combinado deve orientar as decisões de investimento.

O cenário externo aponta que empresas e consumidores observam com cautela o avanço da inflação global. Enquanto o PIB dos EUA destaca força relativa, a política monetária permanece como fator de volatilidade para ativos emergentes.

Perspectiva de manejo de riscos segue associada a dados de inflação e ao desempenho do comércio internacional. Investidores aguardam novos números de dezembro para confirmar a direção dos juros e dos preços de ativos.

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