- Em 2025, tokens L1 caíram até 73% em valor, mesmo com atividade de desenvolvedores mantida.
- O número de usuários ativos mensais (MAUs) caiu 25,15% nas principais redes, com Solana registrando queda expressiva (próximo de 94 milhões de usuários a menos).
- Solana e Avalanche sofreram quedas acentuadas; Sol/AVAX despencaram.
- O mercado passou a valorizar receitas estáveis e fluxos de caixa, favorecendo stablecoins e protocolos com modelos sustentáveis.
- A tendência para 2026 aponta maior concentração em projetos que geram receita real, com inovação tecnológica isolada sem ganho de valor econômico ficando para trás.
Em 2025, tokens de Layer 1 apresentaram queda expressiva, com perdas de até 73% de valor, mesmo com atividade robusta de desenvolvedores. O estudo aponta mudança de foco de especulação para geração de receita e valor fundamental.
A reconfiguração do mercado levou a redução de usuários ativos mensais em 25,15% nas blockchains principais. Solana foi a mais impactada, com perda de quase 94 milhões de usuários, enquanto BNB Chain ampliou sua base, absorvendo usuários de redes em dificuldade.
Desempenho e dinâmicas de mercado
O estudo mostra que apenas dois tokens de Layer 1 terminaram o ano com valorização: BNB (+18,2%) e TRX (+9,8%). Solana caiu 35,9% e AVAX, TON e outros recuaram mais de 67%.
Layer 2 também sofreu, com Optimism e zkSync Era perdendo mais de 84%. Polygon e Arbitrum caíram acima de 73%, enquanto Mantle registrou ganho modesto de 8,3%, atribuído a controle de oferta.
Mudança de foco e implicações
Os dados indicam que governança, velocidade, custo e segurança precisam se justificar por receita estável. Fluxos de caixa e receitas estáveis dominaram a discussão, favorecendo stablecoins e modelos sustentáveis.
Apesar do recuo de preços, a atividade de desenvolvimento permaneceu sólida, especialmente na pilha EVM, que concentrou a maior parte dos contribuidores. Bitcoin consolidou relativa força entre as grandes criptomoedas.
Perspectivas para 2026
O relatório prevê continuidade de pressões para tokens de infraestrutura, com concentração de valor em protocolos que apresentem geração de receita. A sobrevivência dependerá de adoção institucional e de avanços que demonstrem valor econômico concreto.
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