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O que é a teoria do maior tolo e como ela surgiu

Especialistas apontam bolha especulativa na IA e em ações, com hype elevando preços sem lastro até estourar

Ilustração de leilão de arte com um homem segurando o martelo atrás de um suporte especial próximo à obra, e pessoas com as mãos levantadas dando lances à sua frente.
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  • A teoria do maior tolo explica que alguém compra um ativo por um preço baixo esperando vender por valor inflacionado, movido pelo hype e pela expectativa de venda para outro tolo.
  • Exemplos comuns incluem produtos de consumo em alta repentina, como canecas, brinquedos ou NFTs, cuja valorização é alimentada pelo interesse do público e pela especulação.
  • No mercado de ações, a teoria costuma aparecer em bolhas ligadas a novidades tecnológicas, onde o preço das ações sobe sem fundamentos sólidos e depois desaba.
  • A crise imobiliária de 2008 é citada como exemplo clássico, com títulos lastreados por hipotecas que perderam valor e geraram prejuízos bilionários.
  • Na era da IA, há desacelerações e quedas após meses de altas em ações de empresas ligadas ao setor, sugerindo possível bolha especulativa mesmo com lucros potentes de alguns players.

O conceito da teoria do maior tolo sugere que é possível especular com a esperança de vender a um comprador ainda mais disposto a pagar mais caro. Em outras palavras, alguém compra por um preço baixo esperando que haja outro que pague mais no futuro.

A ideia circula tanto em bens físicos como canecas ou bonecos, quanto em ativos financeiros. O hype impulsiona a demanda, agrava a escassez e eleva preços, mesmo sem valor intrínseco correspondente. O último a pagar caro fica preso.

Como funciona na prática

Quando surgem produtos ou ativos com popularidade repentina, investidores compram na expectativa de revenda lucrativa. A bolha se sustenta enquanto houver tolos dispostos a pagar mais, repetidamente, pelo mesmo item.

Com o estouro da bolha, o preço despenca e o último a entrar paga caro demais. O fenômeno é observado em mercados de ações, imóveis e itens colecionáveis, onde o entusiasmo supera fundamentos.

Exemplos recentes

A febre do Labubu tornou o boneco de US$ 29 em US$ 3 mil, antes de recuar rapidamente, deixando compradores frustrados. Em outra frente, NFTs foram apontados por Bill Gates como exemplo claro da teoria.

No mercado de ações, empresas emergentes costumam atrair capital pela promessa de inovação, em vez de resultados históricos. Acontece uma corrida de alta de preços que muitos veem como qualquer coisa, menos sólida.

IA e as avaliações do mercado

O setor de inteligência artificial é citado como possível sinal de bolha. A OpenAI fatura US$ 1 bilhão mensais, mas gasta bilhões em operações, tornando a rentabilidade incerta no curto prazo.

Empresas grandes como Meta, Alphabet e Microsoft também registram valorização de ações ligada à IA. Em Fundos de investimento, porém, o risco de sobrevalorização permanece sob observação de analistas.

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