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Bancos defendem o BC e alertam contra reversão de decisões no Caso Master

Associações financeiras defendem a independência técnica do Banco Central no caso Master, alertando sobre instabilidade regulatória diante de possível reversão de decisões

entidades do setor financeiro saem em defesa da atuação e da autonomia do Banco Central. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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  • Quatro associações financeiras divulgaram nota defendendo a atuação e a independência técnica do Banco Central no caso Master, alertando sobre possível reversão de decisões técnicas.
  • A acareação entre Daniel Vorcaro, Ailton de Aquino e Paulo Henrique Costa está marcada para 30 de dezembro, ainda durante recesso do Judiciário.
  • Assinam a nota a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta.
  • As entidades destacam que a independência técnica do BC é um pilar de solidez e resiliência do sistema financeiro, com supervisão bancária preventiva e prudente.
  • O documento alerta que a revisão ou reversão de decisões técnicas pode gerar instabilidade regulatória e insegurança jurídica, afetando depositantes e investidores, especialmente pessoas físicas.

Quatro associações do setor financeiro divulgaram neste sábado uma nota conjunta defendendo a atuação do Banco Central (BC) no caso Master e alertando sobre o risco de reversão de decisões. A manifestação ocorre em momento de dúvidas do Judiciário sobre a atuação regulatória.

A nota não cita explicitamente o Banco Master, o STF nem o ministro Dias Toffoli. A acareação entre Daniel Vorcaro, dono do Master, Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, está marcada para 30 de dezembro, no recesso do Judiciário.

Associações defendem independência técnica do BC

Assinam a ABBC, Acrefi, Febraban e Zetta. O documento ressalta que a independência técnica e operacional do BC é um pilar da solidez do sistema financeiro. A supervisão é apresentada como preventiva, prudente e vigilante.

Segundo a nota, o BC atua para manter níveis de capital, liquidez e políticas de risco compatíveis com o perfil das instituições. A atuação busca evitar contágio sistêmico e preservar a credibilidade do mercado.

A nota reconhece que a atividade financeira envolve riscos elevados. Em casos extremos, o BC pode estruturar regimes de resolução para proteger o sistema financeiro e evitar prejuízos aos depositantes.

Riscos de mudanças na regulação

As entidades alertam que revisar ou reverter decisões técnicas do BC pode ampliar a instabilidade regulatória e gerar insegurança jurídica. O documento sustenta que tal cenário prejudicaria a previsibilidade do mercado.

Ao mesmo tempo, reconhece o papel do Judiciário na análise legal da atuação reguladora. Porém, defende que a autoridade técnica do BC seja preservada para evitar impactos negativos na economia.

A nota aponta que a credibilidade de instituições financeiras e reguladores é essencial para o funcionamento do sistema. Betas de confiança do público podem ser afetados em caso de mudanças abruptas.

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