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IA aponta cinco tendências do varejo para 2026

IA redefine o varejo em 2026: eficiência operacional, personalização contínua e canais integrados com agentes inteligentes

Inteligência artificial define cinco tendências do varejo em 2026
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  • A inteligência artificial passa a ser eixo de reorganização do varejo em 2026, buscando escala, governança e retorno financeiro após fases de testes isolados.
  • Em dois mil e vinte e cinco, o uso de IA cresceu, mas o impacto nos resultados foi limitado: cerca de quarenta por cento associam lucro direto à tecnologia e oitenta por cento apontam eficiência como objetivo central.
  • Agentes inteligentes aparecem como principal vetor: sessenta e dois por cento das empresas já testam esse tipo de aplicação, e oitenta e oito por cento usam IA em ao menos uma função de negócio; a expectativa é de que quarenta por cento das aplicações empresariais tenham agentes dedicados até dois mil e vinte e seis.
  • O relacionamento com o cliente evolui para leitura de contexto em tempo real, com personalização contínua e redução de ruídos nas interações, sustentadas pela IA.
  • A compra por voz avança como canal de venda: quase vinte por cento dos consumidores fazem compras por voz pelo menos uma vez por semana, chegando a trinta vírgula quatro por cento entre a geração Z; além disso, plataformas integradas, como o WhatsApp, ganham relevância para automação de pedidos e relacionamento.

A inteligência artificial é apontada como eixo central para reorganizar varejo e indústria em 2026. Depois de ciclos de testes, empresas devem buscar escala, governança e retorno financeiro diante de mudanças no comportamento do consumidor e da maturidade das ferramentas digitais. O esforço mira resultados mais concretos a partir de 2026.

Em 2025, o uso da IA cresceu, porém o impacto nos resultados permaneceu restrito. Estudo da McKinsey mostra que 39% das empresas associam IA a lucro direto, enquanto 80% citam eficiência como objetivo. A transição envolve planejamento e mensuração de resultados.

Para Danilo Rocha, diretor de Vendas Brasil da Yalo, 2026 marca a adoção de modelos em larga escala, com foco em eficiência operacional, crescimento e inovação, usando a IA de forma disciplinada.

Inteligência artificial e confiança do consumidor

O comportamento de compra mudou e a confiança passa a orientar decisões. Relatório NIQ’s 2026 Consumer Outlook indica que 95% dos consumidores consideram a confiança determinante na escolha de marcas. A leitura de dados e personalização também ganham peso.

Levantamento da Euromonitor International aponta que 57% dos consumidores pesquisaram produtos antes de comprar em 2024. O preço perde relevância relativa, abrindo espaço para IA na leitura de dados e na personalização de ofertas.

Agentes inteligentes

Os agentes inteligentes emergem como vetor tecnológico central em 2026. Dados da McKinsey mostram que 62% das empresas já testam esse tipo de aplicação, e 88% utilizam IA em ao menos uma função de negócio. A projeção do Gartner aponta 40% de aplicações com agentes dedicados até 2026.

Esses sistemas passam a antecipar demandas, sugerir produtos e concluir transações, ampliando o retorno sobre investimentos em IA. A adoção gradual busca maior eficiência operacional e escalabilidade.

Telacionamento conversacional

O relacionamento com o cliente entra numa nova fase, segundo Danilo Rocha. Identificar apenas dados básicos não basta; a leitura de contexto em tempo real orienta ofertas, jornadas e decisões na cadeia de suprimentos.

A personalização deixa de ser pontual e passa a integrar processos contínuos. A IA sustenta conversas com histórico, reduz ruídos e aumenta a relevância das interações, diante da competição pela atenção do consumidor.

Compras por voz

A compra por voz avança como canal de vendas. Relatório da PYMNTS Intelligence aponta 17,9% dos consumidores já compram por voz semanalmente, chegando a 30,4% entre a geração Z. O canal encurta a jornada e transforma interfaces.

A IA viabiliza buscas, compras e suporte sem menus complexos, acelerando o ciclo de decisão e ampliando a adesão a canais diretos. A tendência favorece interações mais rápidas e intuitivas.

Inteligência artificial e canais integrados

O chat commerce redefine relações B2B e B2C. Plataformas como WhatsApp conectam marcas a varejistas de diferentes portes, com automação de pedidos, ofertas e atendimento.

Projeção do Gartner indica que 40% das interações digitais ocorrerão por voz ou linguagem natural até 2026. A IA sustenta comunicação contínua, contextual e disponível 24h, ampliando eficiência e escala do varejo.

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