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Mesmo ano favorável aos bilionários, 10 ficaram mais pobres em 2025

Quase um quarto dos bilionários caiu em 2025; 85 deixaram a lista, com recuos em tecnologia, manufatura e consumo puxando as fortunas globais para baixo

Michael Saylor
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  • Em 2025, a soma das fortunas dos bilionários alcançou US$ 18,7 trilhões em 22 de dezembro, mas aproximadamente um quarto caiu de riqueza e 85 deixou de ser bilionário.
  • Nicolas Puech, herdeiro da Hermès, teve sua fortuna estimada em US$ 14,8 bilhões retirada da lista após acusações sobre venda de ações sem seu conhecimento.
  • No total, mais de 660 bilionários ou ex-bilionários ficaram mais pobres em 2025, com perdas que atingiram diversos setores.
  • Os Estados Unidos lideram as quedas, com 186 bilionários/ex-bilionários em baixa, seguidos por Índia (109) e China (91).
  • Exemplos de perdas significativas incluem Gary Friedman, da Restoration Hardware, cuja fortuna caiu de US$ 1,2 bilhão para cerca de US$ 850 milhões, entre outros ajustes no setor industrial e tecnológico.

Apesar de 2025 ter sido favorable para grande parte dos bilionários, 10 nomes ficaram mais pobres e entraram no grupo dos que perderam patrimônio ao longo do ano. A Forbes aponta que, em 22 de dezembro, o total agregado de fortunas entre os mais ricos foi de US$ 18,7 trilhões.

Entre os fatores: tarifas, inflação, juros elevados e o ajuste no cenário de inteligência artificial. Ao todo, mais de 660 bilionários e ex-bilionários viram queda em suas fortunas, com 85 deixando de figurar na lista de fortunas ultrarricas.

Nicolas Puech, herdeiro da Hermès, lidera a queda ao alegar venda de ações por parte de um consultor falecido, fato negado pela família Arnault e pela LVMH. A Forbes retirou Puech, estimado em US$ 14,8 bilhões em 2024, da lista.

Principais perdedores

Abaixo, os 12 maiores perdedores de 2025, com valor estimado em 22 de dezembro e variação em relação ao ano anterior. Em muitos casos, a depreciação decorre de quedas setoriais, ajustes de carteira e condições de mercado.

1- Willis Johnson

Patrimônio: US$ 2,3 bi (-US$ 1,0 bi). Fonte: Copart (leilões de carros). Cidadania: EUA. Ações recuaram 30% desde as máximas de maio.

2- E. Joe Shoen

Patrimônio: US$ 3,3 bi (-US$ 1,1 bi). Fonte: U-Haul. Cidadania: EUA.

3- Mark Shoen

Patrimônio: US$ 3,9 bi (-US$ 1,2 bi). Fonte: U-Haul. Cidadania: EUA.

Receitas da U-Haul cresceram, mas depreciação da frota e custos elevam quedas de valor; ações recuaram 26%.

4- Andrew Bialecki

Patrimônio: US$ 2,9 bi (-US$ 1,2 bi). Fonte: Klaviyo. Cidadania: EUA.

5- Albert Chao & família; James Chao & família; Dorothy Chao Jenkins & família

Patrimônio: US$ 2,8 bi cada (-US$ 1,3 bi cada). Fonte: Westlake. Cidadania: EUA.

Queda de 35% nas ações, com fraca demanda global por petroquímicos e plásticos.

6- Joe Mansueto

Patrimônio: US$ 5,3 bi (-US$ 1,7 bi). Fonte: Morningstar. Cidadania: EUA.

Ações recuaram quase 35% em seis meses; Mansueto também investe no futebol, financiar um estádio de US$ 650 milhões.

7- Thomas Hagen & família

Patrimônio: US$ 5,6 bi (-US$ 2,1 bi). Fonte: Erie Insurance. Cidadania: EUA.

Queda de 8% após resultados trimestrais abaixo do esperado.

8- Michael Saylor

Patrimônio: US$ 5,2 bi (-US$ 2,4 bi). Fonte: criptomoedas. Cidadania: EUA.

Caída de 45% nas moedas digitais, com desvalorização de ativos ligados a bitcoin.

9- Scott Farquhar

Patrimônio: US$ 11,2 bi (-US$ 3,6 bi). Fonte: software. Cidadania: Austrália.

10- Mike Cannon-Brookes

Patrimônio: US$ 11,6 bi (-US$ 3,7 bi). Fonte: software. Cidadania: Austrália.

Queda de 32% das ações da Atlassian, impactando fortunas de ambos.

11- Jeff T. Green

Patrimônio: US$ 2,6 bi (-US$ 3,7 bi). Fonte: publicidade digital. Cidadania: EUA.

Trade Desk viu trajetória de receita desacelerar e despesas crescerem; ações caíram ao longo do ano.

12- Manuel Villar

Patrimônio: US$ 4,8 bi (-US$ 13,5 bi). Fonte: imobiliário. Cidadania: Filipinas.

A Vista Land sofreu queda acentuada após anunciar redução drástica de avaliação de empreendimento, puxando a fortuna para baixo.

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