- Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central, afirmou que a intervenção no Banco Master resultou em liquidação direta por gravidade extrema.
- Em entrevista à CNN, ele explicou que, diferentemente de casos anteriores, não havia espaço para negociação.
- O banco possuía ativos acima de R$ 40 bilhões sem valor, o que inviabilizou reverter a situação.
- Figueiredo mencionou a possibilidade de intervenção do Supremo Tribunal Federal, com estimativa de necessidade entre R$ 40 bilhões e R$ 60 bilhões para sustentar o banco.
- Ele ressaltou que, em crises, a atuação do Banco Central é essencial para proteger o sistema financeiro, mas neste caso a liquidação foi considerada inevitável.
O Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial do Banco Master após avaliar que a gravidade da situação era irreversível. A intervenção envolveu o encerramento das atividades da instituição, com ativos avaliados em mais de R$ 40 bilhões sem valor utilizável. A decisão foi tomada com base em análises técnicas do BC.
Quem fala sobre o tema é Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do BC e hoje sócio e conselheiro da Jubarte Capital. Em entrevista à CNN, ele afirma que, diante de ativos sem lastro, não havia espaço para negociação que salvasse o banco.
Figueiredo sustenta que, em crises extremas, a liquidação tende a ser a única saída para evitar consequências maiores ao sistema financeiro. Ele comenta ainda a possibilidade de uma intervenção do STF para reverter a decisão, estimando a necessidade de entre R$ 40 bilhões e R$ 60 bilhões para sustentar o banco.
Detalhes da intervenção
Segundo o ex-diretor, o BC já buscava medidas preventivas, mas a situação do Master foi considerada insustentável. O comentário reforça que a atuação da autoridade monetária visa proteger a saúde do sistema financeiro e evitar efeitos em cadeia na economia.
Ele também avalia que, para reverter a liquidação, seria necessário aporte financeiro maciço, o que, na visão dele, não se mostraria viável sem participação relevante de recursos públicos. A reportagem destaca a relevância de ações regulatórias bem fundamentadas em casos complexos como este.
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