- Quatro entidades do setor financeiro (ABBC, Acrefi, Febraban e Zetta) divulgaram nota defendendo a atuação do Banco Central no caso da liquidação do Banco Master, destacando a independência técnica do regulador.
- O texto ressalta que manter a supervisão prudencial estável depende de um regulador técnico autônomo, e alerta para os riscos de revisar decisões técnicas por outros órgãos, o que poderia gerar instabilidade regulatória.
- As associações representam mais de 100 instituições, correspondentes a cerca de 90% do setor financeiro e a 98% dos ativos do sistema. Anbima também apoiou a autonomia do BC.
- No mesmo dia, o ministro Dias Toffoli manteve a acareação no inquérito sobre irregularidades envolvendo o Master, marcada para o dia 30, entre Ailton de Aquino Santos (BC), Daniel Vorcaro (controlador do Master) e Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB).
- A acareação visa confrontar versões sobre a atuação do BC e indicícios de fraude na venda do Master ao BRB; o processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.
Quatro entidades que representam bancos, financeiras e fintechs divulgaram neste sábado 27 uma nota conjunta defendendo a atuação do Banco Central (BC) no caso da liquidação do Banco Master. O texto destaca a independência técnica do regulador e a importância de manter a supervisão prudencial estável, sem revisões por outros órgãos.
As associações ABBC, Acrefi, Febraban e Zetta afirmam que o BC atua de forma técnica, prudente e vigilante. O documento alerta para riscos de questionar decisões técnicas do regulador e aponta possíveis impactos negativos na previsibilidade do sistema financeiro e na confiança de depositantes e investidores.
A Anbima, entidade que representa o mercado de capitais, também reforçou o apoio à autonomia do BC, afirmando que decisões de liquidação são técnicas e baseadas em critérios prudenciais, cuja reversão poderia abalar a confiança no sistema financeiro.
Acareação no STF
No mesmo dia, o ministro Dias Toffoli manteve acareação no inquérito sobre irregularidades envolvendo o Master. A audiência está marcada para 30 de agosto e reunirá Ailton de Aquino Santos (diretor de Fiscalização do BC), Daniel Vorcaro (controlador do Master) e Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB).
A acareação visa confrontar versões sobre a atuação do BC e indícios de fraude na venda do Master ao BRB. O processo tramita em segredo de justiça no STF, após Toffoli avocar o caso da Justiça Federal de Brasília.
O objetivo é esclarecer questões sobre falhas no processo de supervisão e fiscalização do banco liquidado, sem prejudicar a análise jurídica em curso. As declarações acontecem em meio a debates sobre o papel do regulador e a autonomia institucional.
Entre na conversa da comunidade