- Em 2025, os impactos das tarifas de Trump foram menores do que o previsto, com inflação e desemprego não piorando significativamente.
- A inflação ao consumidor (CPI) ficou em 2,7% nos 12 meses encerrados em novembro, e a taxa de desemprego subiu para 4,6%.
- Grande parte das tarifas ainda não entrou em vigor plenamente, devido a adiamentos, reduções e isenções para alguns países.
- Exceções para México e Canadá, além de reduções em tarifas de alimentos, evitaram danos maiores à indústria e aos preços no curto prazo.
- Economistas esperam que os efeitos se agravem em 2026, com possibilidade de novas pressões sobre preços e rendas reais caso as tarifas permaneçam.
Em 2025, tarifas impostas pela gestão de Donald Trump não provocaram o impacto devastador que alguns economistas previrem. Inflação, desemprego e crescimento caminharam piorando menos do esperado, em parte pela aplicação ainda incompleta das tarifas, por isenções a alguns países e pela postergação de medidas.
As autoridades apontam que o efeito total ainda não chegou ao ápice. A inflação ao consumidor manteve-se em 2,7% no acumulado de 12 meses até novembro, segundo dados oficiais, e o desemprego subiu de 4,1% para 4,6% no mesmo período. Economistas reconhecem que a queda na atividade pode ter sido mascarada por dados parciais.
Especialistas argumentam que três fatores ajudaram a conter danos em 2025: distorções metodológicas de estatísticas durante problemas técnicos do governo, tarifas ainda não plenamente in atingidas e exceções a países-chave. Exemplo foi a retirada de algumas tarifas para México e Canadá sob o acordo comercial vigente.
Além disso, medidas de alívio incluíram adiamentos de tarifas e reduções pontuais. Empresas deslocaram parte de compras para evitar custos adicionais, comprando antecipadamente itens estratégicos e respeitando cadeias de suprimento. Mesmo diante disso, o custo adicional das tarifas já aparece em alguns preços no varejo.
A avaliação é de que muitos impactos adicionais devem se materializar apenas em 2026, quando medidas previstas entrarem plenamente em vigor. Pesquisas indicam que o efeito de repasse de custos aos consumidores pode aumentar gradualmente, pressionando rendimentos reais.
Em linhas gerais, especialistas destacam que a volatilidade regulatória contribuiu para postergar impactos. A incerteza sobre a duração das tarifas também fundamenta a manutenção de estoques já adquiridos por empresas, mantendo os efeitos em velocidade menor do que o inicialmente previsto.
Perspectivas econômicas para 2026
Observa-se que, com tarifas ainda incertas, o quadro futuro depende de novas decisões administrativas. Analistas estimam que a inflação de longo prazo pode receber pressão adicional caso as tarifas permaneçam elevadas, elevando custos de insumos e há risco de desaceleração de investimentos.
O consenso entre pesquisadores é de que, se as tarifas permanecerem, a renda real deve enfrentar pressão adicional. A possível adoção de ajustes mais firmes nos próximos meses pode ampliar o repasse de custos ao consumidor.
As evidências apontam que, até o momento, importadores absorveram parte dos aumentos, mas a tendência é de passagem de custos ao consumidor conforme estoque se esgote. A dinâmica envolve ainda incerteza jurídica e política sobre a continuidade das tarifas.
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