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Como serão os depoimentos à PF no caso Banco Master

Depoimentos à PF no STF sobre a venda do Banco Master buscam esclarecer contradições entre envolvidos e fraudes estimadas em cerca de R$ 12 bilhões

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Depoimentos serão colhidos pela PF na sede do STF, na presença de um juiz auxiliar de Toffoli. (Foto: Wallace Martins/STF)
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  • Nesta terça-feira, a partir das 14h, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, serão ouvidos na sede do STF, de forma presencial; há possibilidade de acareação conforme decisão da PF.
  • Inicialmente, a acareação foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso, mas a decisão final sobre o confronto de versões fica com a Polícia Federal, com acompanhamento de um juiz auxiliar; o processo tramita sob sigilo.
  • Os depoimentos estão ligados à tentativa de venda do Banco Master ao BRB, anunciada em março de 2025 e vetada pelo BC em setembro; pouco depois, Vorcaro foi preso e o BC decretou a liquidação do banco, por suspeitas de fraudes que chegam a cerca de R$ 12 bilhões.
  • Internamente, a liquidação foi aprovada pela diretoria do BC, incluindo o presidente da instituição, Gabriel Galípolo; Ailton de Aquino é visto por setores do mercado como resistência à medida, o que intensifica os questionamentos sobre contradições entre os depoentes.
  • Registros do Fundo Garantidor de Crédito indicam quase quarenta alertas formais sobre liquidez, inconsistências no balanço e outros riscos; a PF quer entender se os problemas foram minimizados e quem atuou em cada decisão durante o processo.

Oito depoimentos serão ouvidos pela PF nesta terça-feira, a partir das 14h, na sede do STF em Brasília. O foco está no caso envolvendo o Banco Master, com a participação de Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino Santos. Os depoimentos serão presenciais e não por videoconferência.

Oitiva dos três foi definida para apurar fraudes e a tentativa de venda do Master ao BRB, anunciada em março de 2025 e vetada pelo BC em setembro. A decisão de acareação ficou sob análise da PF, com supervisão de um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli.

O processo tramita em sigilo. Toffoli negou, na semana passada, o pedido da PGR para cancelar a acareação. O ministro também disse que Ailton de Aquino não é investigado formalmente, mas que a apuração envolve a atuação do BC.

Depoimentos e desdobramentos

Os depoimentos investigam a venda do Master ao BRB, operação que levou à liquidação da instituição após suspeitas de fraudes em contratos. O BC notificou a liquidação logo após duas situações: a tentativa de fusão e a identificação de irregularidades.

Segundo registros, o BC aprovou a liquidação por sessão unânime, com resistência de Ailton de Aquino à medida. Parte do mercado viu a atuação dele como alinhada ao banco, o que motivou o foco da PF nas declarações.

Contexto e impactos

A PF busca esclarecer se houve minimização de problemas de liquidez e de balanço, com cerca de 12 bilhões de reais envolvidos. A apuração também examina quais decisões tomaram cada um dos envolvidos e em que momento houve troca de argumentos.

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