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Kinea amplia participação na Petz às vésperas da fusão com Cobasi

Kinea aumenta participação na Petz à véspera da fusão com Cobasi, elevando fatia na empresa combinada para 52,6% e mantendo venda de 26 lojas em SP

Kinea e Tefra compraram mais ações da Petz no mercado para aumentar participação na empresa combinada, enquanto o fundador Sergio Zimerman reduziu sua fatia de 45% para 41%
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  • A participação da Kinea, ao lado da Tefra, na Petz subiu para 16,33%, como preparação para a fusão com a Cobasi, que criará o maior grupo de produtos para animais no Brasil.
  • A fusão Petz-Cobasi recebeu aprovação do Cade em 10 de dezembro de 2025, com venda de 26 lojas em São Paulo para evitar concentração.
  • Na combinação, a participação final na empresa resultante será de 52,6% para os acionistas da Cobasi e 47,4% para os acionistas da Petz; a Kinea e a Tefra elevam, assim, sua fatia na Cobasi/Petz.
  • Paulo Nassar, atual presidente da Cobasi, assume a direção executiva da nova companhia; Sergio Zimerman ficará à frente do conselho de administração.
  • Os acionistas da Petz receberão uma ação preferencial resgatável, estimada em R$ 0,71 por ação, com pagamento de cerca de R$ 270 milhões ajustados pela taxa Selic; a Petz manteria mais de 500 lojas no total após a integração.

Kinea e Tefra ampliaram a participação na Petz às vésperas da fusão com a Cobasi, que criará o maior grupo de produtos para animais do Brasil. As duas gestoras passaram a deter 16,33% do capital da Petz, ao lado da Cobasi, conforme comunicado divulgado pela Petz nesta terça-feira.

Até então, Kinea detinha 5,49% e Tefra 5,13% da Petz, somando 10,62% controlados pela Cobasi na Petz. A operação anunciada mantém a engenharia da fusão: a Petz se tornará subsidiária da Cobasi, com ações convertidas em participação na empresa combinada. A compra recente ocorre no mercado de ações.

Ao final do processo, os papéis de Petz se convertem para participação na Cobasi/Petz, elevando o peso de Kinea e Tefra na empresa resultante. A manobra sinaliza aposta direta no êxito da fusão — a Cobasi já controla a Petz e passa a ter maior influência na nova estrutura.

Aprovação regulatória e condições

O Cade aprovou a fusão em 10 de dezembro de 2025, após mais de um ano de análise. A decisão veio com a exigência de venda de 26 lojas em São Paulo para evitar concentração regional. As duas redes somadas somam mais de 500 unidades pelo país.

A conclusão do acordo prevê participação final de 52,6% para a Cobasi e 47,4% para a Petz na empresa combinada. Paulo Nassar, atual presidente da Cobasi, comandará a gestão executiva, enquanto Sergio Zimerman assume a presidência do conselho de administração. Os acionistas da Petz receberão uma ação preferencial resgatável no valor estimado de R$ 0,71.

Panorama financeiro e operaciona

A cisão entre as redes segue com ampliação de atuação no varejo de animais, ampliando presença omnichannel. A empresa combinada deverá apresentar receitas estimadas em torno de R$ 7,2 bilhões, fortalecendo posição num mercado que tem registrado crescimento recente com o aumento de lares com animais de estimação.

Analistas do BTG Pactual destacam potencial de sinergias de custos e expansão multicanal, mas ressaltam ambiente macroeconômico desafiador. A recomendação neutra permanece até que haja evidências mais claras de execução e captura de sinergias.

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