- China planeja intensificar a renovação urbana e ações para estabilizar o mercado imobiliário no início do novo Plano Quinquenal 2026-2030, conforme relatório de conferência realizada em Pequim nos dias 22 e 23 de dezembro.
- O foco inclui implementação vigorosa da renovação urbana, redução de estoques, oferta de moradias acessíveis e estabilização do mercado imobiliário para recuperar a confiança.
- O setor imobiliário vem em declínio desde 2021, com queda de vendas e preços, impactando a confiança de consumidores e proprietários, já que cerca de setenta por cento do patrimônio das famílias está ligado a imóveis.
- A construtora China Vanke obteve aprovação para estender o prazo de carência de um título de dois bilhões de yuans, com vencimento em dezoito de dezembro.
- Medidas anunciadas incluem venda de casas novas já prontas para que compradores saibam o que estão adquirindo, apoio a governos locais para habitação social, lista branca de projetos e maior supervisão de fundos de pré-venda para proteger compradores.
A China planeja acelerar a renovação urbana e estabilizar o mercado imobiliário em 2026, ao iniciar seu novo Plano Quinquenal (2026-2030). O objetivo é mitigar riscos de dívida e recuperar a confiança, segundo relatório divulgado em Pequim.
O documento saiu de uma conferência sobre política habitacional realizada nos dias 22 e 23 de dezembro. Autoridades destacaram a importância de iniciar cedo a implementação das medidas previstas para o período.
O Plano Quinquenal prevê foco na renovação urbana vigorosa e na estabilização do mercado, com ações para reduzir estoques, melhorar a oferta de moradias e prevenir riscos.
A apresentação apontou que o setor imobiliário chinês vem desacelerando desde meados de 2021, afetando a confiança de consumidores e proprietários, com cerca de 70% do patrimônio familiar atrelado a imóveis.
A China Vanke informou em 22 de dezembro a extensão de carência para pagamento de título de 2 bilhões de yuans, vencido em 15 de dezembro, como parte dos esforços de liquidez do setor.
Estabilização do mercado e medidas setoriais
Autoridades disseram que políticas serão adaptadas às condições locais para gerenciar oferta e reduzir estoques, incluindo renovação de bairros e apoio a governos locais na aquisição de imóveis para habitação social.
Outra aposta é incentivar a venda de casas novas já prontas, para que compradores possam ver exatamente o que estão adquirindo, reduzindo assim assimetrias de informação.
O comitê reiterou o fortalecimento do programa de lista branca de projetos, com financiamento bancário acelerado para projetos paralisados, e recomendou uso amplo da discricionariedade municipal.
No que concerne a controle de riscos, as diretrizes seguirão princípios orientados para o mercado e o Estado de Direito, com supervisão de fundos de pré-venda e proteção aos direitos dos compradores.
Quanto à habitação acessível, o planejamento prevê apoio a famílias urbanas de baixa renda e ações específicas para atender jovens e outros grupos vulneráveis, mantendo o foco em necessidades básicas de moradia.
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