- Críticos dizem que a Coinbase pratica “fala corporativa duplamente sincera” entre discurso de abertura e ações, principalmente em listas de tokens e apoio a projetos do ecossistema Base.
- Traders apontam desequilíbrio entre listagens de meme coins: pelo menos 11 memes da Solana em 2025 frente a apenas 3 memes da Base.
- Há insatisfação com o apoio a projetos como Arcadia e Giza, enquanto se promovia a plataforma Zora.
- O CEO Brian Armstrong afirmou que o ecossistema funciona como um marketplace e que listas centralizadas não significam endorsement; foco em ampliar uma “everything exchange” e usar Base e ferramentas de desenvolvedores.
- Um token criado por um criador ligado a Nick Shirley chegou a quase 9 milhões de dólares antes de cair 67% em poucas horas, levantando dúvidas sobre adoção versus especulação.
Coinbase enfrenta críticas na comunidade de criptomoedas após divergências entre discurso sobre abertura e descentralização e ações praticadas, principalmente no que diz respeito a listas de tokens e apoio a projetos dentro do ecossistema Base. A discussão ganhou força com acusações de “fala corporativa duplamente sincera” e com novas controvérsias sobre a gestão de listas.
Traders e membros da comunidade apontaram inconsistências entre o que a Coinbase comunica publicamente e o que efetivamente realiza em sua plataforma. Observam que tokens nativos da Base receberam menos atenção que tokens de Solana, ainda que ambos os ecossistemas estejam conectados pela hierarquia de listagens. A crítica também envolve a forma como os tokens de memes são tratados, com exemplos de 11 memecoins baseadas em Solana listadas em 2025, frente a apenas 3 memecoins da Base.
Além disso, a cobrança se voltou ao apoio a projetos promovidos pela Coinbase Ventures, como Arcadia e Giza, ao mesmo tempo em que se destacou a promoção de iniciativas associadas a Zora. A discussão também abordou a percepção de que a Coinbase favoreceria projetos ligados a parceiros, o que poderia impactar a confiança no ecossistema Base. Por outro lado, alguns usuários defenderam a prática da empresa, destacando o papel de mercado aberto que a plataforma busca oferecer.
Repercussões e respostas da gestão
Brian Armstrong, CEO da Coinbase, respondeu afirmando que a empresa facilita o acesso a milhões de tokens por meio de integrações em exchanges descentralizadas e que listagens centralizadas não significam endorsement, posicionando a Coinbase como um facilitador de um marketplace. Em nova comunicação, Armstrong detalhou prioridades para 2026, incluindo a expansão de uma “everything exchange” e o aumento do uso da Base e das ferramentas para desenvolvedores da Coinbase.
A discussão ganhou nova dimensão com o caso de um token criado por um criador ligado ao YouTuber Nick Shirley, cuja tokenização na Base atingiu quase US$ 9 milhões de valor de mercado antes de sofrer uma queda de 67% em poucas horas. Dados on-chain indicaram royalties significativos, levantando dúvidas sobre se tais tokens promovem adoção estável ou especulação de curto prazo.
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