- Ações de grandes petrolíferas dos EUA subiam no pré-mercado nesta segunda-feira, conforme investidores esperam maior acesso das empresas americanas às reservas da Venezuela.
- Chevron, única grande empresa norte-americana atuando na Venezuela, subiu cerca de 7,3%; refinarias Phillips 66, Marathon Petroleum, Valero Energy e PBF Energy tiveram altas entre 5% e 16%.
- Trump afirmou que os EUA precisam de “acesso total” às reservas venezuelanas após a prisão do presidente Nicolás Maduro, alimentando a expectativa de redução de restrições às exportações de petróleo bruto venezuelano.
- A Venezuela já chegou a produzir até 3,5 milhões de bpd na década de 1970, mas caiu para menos de 2 milhões de bpd na década de 2010 e ficou em média cerca de 1,1 milhão de bpd no ano passado.
- Especialistas ressaltam que qualquer recuperação da produção venezuelana deve levar tempo devido à política, à infraestrutura deteriorada e ao subinvestimento histórico.
As ações de grandes produtores de petróleo dos EUA registraram alta nas negociações pré-mercado desta segunda-feira (5). Investidores apostam que a postura de Washington diante da Venezuela pode ampliar o acesso das petroleiras americanas às grandes reservas globais. A notícia envolve Chevron e outras refinarias.
A Chevron, única grande empresa dos EUA atuando nos campos venezuelanos, subiu 7,3%. Refinarias como Phillips 66, Marathon Petroleum, Valero Energy e PBF Energy tiveram ganhos entre 5% e 16%.
Trump sinalizou que os EUA precisam de acesso total às reservas venezuelanas após a prisão do presidente Nicolás Maduro. Analistas consideram que a declaração pode abrir espaço para reduzir restrições às exportações de petróleo venezuelano, mas o caminho pode ser longo.
Contexto
A Venezuela chegou a produzir cerca de 3,5 milhões de bpd na década de 1970, respondendo por mais de 7% da produção global. Atualmente a média fica em torno de 1,1 milhão de bpd, equivalente a cerca de 1% da oferta mundial, com infraestrutura dilapidada e sanções.
O petróleo venezuelano é classificado como heavy sour, com alto teor de enxofre, adequado para diesel e combustíveis pesados. Grandes refinarias da Costa do Golfo costumam processar esse tipo de petróleo, o que favorece as operações locais.
Analistas lembram que qualquer recuperação da produção venezuelana deve levar tempo, dada a instabilidade política e o histórico de subinvestimento. Mesmo com a maior disponibilidade, mudanças estruturais podem demorar a se consolidar.
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