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Ibovespa encerra em alta firme impulsionado pelos bancos

Ibovespa fecha em alta firme de 0,83%, puxado por bancos, enquanto geopolítica na Venezuela é monitorada e o dólar recua no fim do pregão

Ibovespa
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  • Ibovespa fechou em alta de 0,83%, aos 161.869,76 pontos, com bancos puxando os ganhos e volume de R$ 22,47 bilhões.
  • O dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,35%, cotado a R$ 5,4051.
  • A sessão foi impulsionada pela boa performance de bancos, em meio aos desdobramentos do ataque dos EUA à Venezuela e da captura de Nicolás Maduro.
  • Em relatório, analistas do UBS avaliaram implicações imediatas limitadas para ativos locais, mas sugeriram revisão de cenários de risco e vulnerabilidades regionais.
  • O dólar futuro para fevereiro caiu 0,23% (a R$ 5,4430) e o Banco Central realizou venda de swap cambial para rolagem de vencimento.

O Ibovespa encerrou em alta firme nesta segunda-feira (5), impulsionado pelos ganhos das ações do setor financeiro e pelo apetite de risco externo. O movimento ocorreu apesar da atenção dos investidores aos desdobramentos do ataque dos EUA à Venezuela e à captura do presidente Nicolás Maduro.

O índice subiu 0,83%, para 161.869,76 pontos, após oscilar entre 160.214,70 e 162.165,72 ao longo do dia. O volume soma R$ 22,47 bilhões, enquanto o dólar à vista recuou 0,35%, para R$ 5,4051.

O pregão e o papel dos bancos

A sessão mostrou virada após a manhã negativa, com os bancos liderando a alta entre as ações.Especialista afirmou que o setor financeiro puxou o pregão, contribuindo para o recuo da aversão ao risco local.

O clima internacional ganhou sustento com a captura de Maduro, levado aos EUA para julgamento, após o ataque dos EUA à Venezuela no fim de semana. O presidente Donald Trump sinalizou possibilidade de nova ação caso haja resistência de parceiros regionais.

Geopolítica e impactos setoriais

O desempenho das petrolíferas ficou entre as maiores quedas, diante de temores sobre o preço do petróleo diante da instabilidade venezuelana. Economistas do UBS destacaram consequências imediatas restritas para ativos locais, mas ressaltaram revisões de cenários de risco em alguns países.

O UBS aponta que o Brasil permanece em posição mais favorável que vizinhos, com relação comercial dominante com a China. A avaliação observa maior tranquilidade regional no curto prazo, apesar do ambiente externo conturbado.

Câmbio e expectativas

No câmbio, o dólar abriu em alta pela manhã, atingiu máxima de R$ 5,4545 e, ao longo do dia, reverteu para queda, fechando em R$ 5,395 a 1,00. O movimento ocorreu em meio a recuperação do Ibovespa e queda das taxas dos DIs.

Às 17h12, o índice do dólar cedia 0,31%, aos 98,255. O Banco Central realizou venda de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem de vencimento em fevereiro.

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