- Helium interrompe buybacks financiados pela receita móvel e redireciona recursos para crescimento de assinantes, expansão de hardware e offload de rede; em outubro de 2025 a empresa registrou US$ 3,4 milhões de receita.
- Buybacks diários já vinham ocorrendo, mas foram pausados depois da fraca resposta do mercado, mantendo apenas queimagens associadas ao uso de créditos de dados.
- Jupiter contabilizou mais de US$ 70 milhões em buybacks em 2025, financiados por parte de sua receita de protocolo; a cotação de JUP está próxima de $0,21.
- A circulação de JUP cresceu rapidamente, com cerca de 700 milhões de tokens entrando em circulação até janeiro de 2025, enquanto recompensas ASR mantêm inflação.
- A crítica comum é que buybacks sozinho não substituem emissão contínua; propostas no ecossistema preveem reduzir emissões, vincular recompensas à receita e tornar o token mais usado por usuários ativos.
Helium interrompe buybacks financiados pela receita móvel após sinal de fraca resposta de mercado, redirecionando recursos para expansão de assinantes, hardware e uso de offload de rede. A medida afeta o token HNT, que já havia sido alvo de burns anteriores.
Jupiter também avalia pause de buybacks, diante do desgaste do supply. A empresa gastou mais de 70 milhões de dólares em 2025, financiados por cerca de metade da receita de taxas do protocolo, para recomprar JUP.
Em circulação desde 2025, aproximadamente 700 milhões de JUP compõem o total atual, enquanto recompensas ASR mantêm inflação contínua. O preço do JUP está perto de 0,21 dólar, recuo de quase 90% frente ao pico de 2024.
Contexto: por que os buybacks enfrentam dificuldades
Analistas destacam que o efeito de recompras se reduz quando a oferta cresce via airdrops, staking e desbloqueios programados. Em resumo, a demanda não acompanha a emissão, limitando o impacto no preço.
O que envolve Helium e o ecossistema Solana
Helium já utilizava burns de tokens com receita de serviços móveis e uso de dados, além de queima com base em créditos de dados. A estratégia atual prioriza expansão de uso real da rede e fluxo de caixa, com buybacks mantidos apenas se o crescimento superar a emissão.
Implicações para o mercado
Especialistas afirmam que recompras isoladas não substituem utilidade real do token. Projetos com maior integração entre ativo e atividades operacionais tendem a sustentar valor de forma mais eficaz, conforme o funcionamento do ecossistema avança.
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