- Boletim Focus de 2026 aponta inflação prevista de 4,06% para o ano, ante 4,05% na semana anterior.
- Projeções para 2027 e 2028 permanecem estáveis, em 3,80% e 3,50%, respectivamente; o IPCA continua sendo a referência.
- Meta de inflação para 2025 é 3%, com tolerância de ±1,5 ponto; o acumulado de 12 meses ficou em 4,41% em dezembro, dentro da meta.
- PIB deve crescer 1,8% em 2026 e 2027, e 2% em 2028; câmbio projetado é R$ 5,50 por dólar para 2026, com ajuste semelhante para 2027 e 2028.
- Selic deve cair de 12,25% em 2026 para 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028, mantendo-se acima de 10% neste período.
O Banco Central divulgou o primeiro Boletim Focus de 2026, com dados que mostram estabilidade em três das quatro medianas monitoradas pelo mercado. A única variação ocorreu na projeção de inflação para o ano corrente, que subiu de 4,05% para 4,06%. O boletim foi divulgado nesta segunda-feira (5).
A inflação oficial é medida pelo IPCA. A leve alta de 0,01 ponto percentual ocorre após oito semanas de quedas nas estimativas. Em relação a 2016, a projeção de fechamento de 2016 havia caído para 4,16% há quatro semanas.
Inflação e cenários futuros
Para 2027, o mercado mantém previsão de 3,80% de inflação; para 2028, 3,50%. O CMN define a meta de inflação para 2025 em 3%, com tolerância de ±1,5 ponto percentual. O teto é 4,5% e o piso fica em 1,5%.
A prévia de dezembro para o IPCA oficial ficou em 0,25%, levando o acumulado de 12 meses a 4,41%, dentro da meta. O IBGE divulgou os números, que mostram o segundo mês seguido dentro da margem de tolerância.
PIB, câmbio e juros
O mercado mantém previsões estáveis para câmbio, Selic e PIB. O PIB deve crescer 1,8% em 2026, repetindo o mesmo percentual de 2027; 2028 aponta valorização de 2%.
Para o câmbio, o dólar deve fechar 2026 em R$ 5,50, sem alterações nas projeções há 12 semanas. Em 2027 e 2028, as cotações estão previstas em R$ 5,50 e R$ 5,52, respectivamente.
A Selic deve cair de 15% ao ano em 2025 para 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028. O patamar atual da taxa é o mais alto desde julho de 2006. O texto explica que elevações na Selic visam conter demanda e inflação, enquanto quedas estimulam crédito e atividade econômica.
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