- PwC sinaliza aprofundar atuação em crypto, afirmando que mudança regulatória nos EUA abriu espaço para empresas enfrentarem o tema, com apoio da regulamentação sobre stablecoins e da agenda da SEC.
- O presidente Donald Trump assinou a GENIUS Act em julho de 2025, criando marco federal para regular stablecoins de pagamento e abrindo espaço para bancos emitirem seus próprios tokens; Griggs diz que isso aumenta a convicção da PwC em seguir nesse ecossistema.
- A regulação da Securities and Exchange Commission está buscando regras mais claras para mercados de crypto, com abordagens novas sobre emissão, custódia e negociação de tokens, o que aumenta a demanda por auditoria e consultoria de tokenização.
- A PwC está fortalecendo sua capacidade de atuar no setor, incluindo contratações seniores, para atender clientes que precisam testar reservas, governança e divulgação, além de mapear fluxos de dinheiro tokenizados.
- A atuação da PwC não ocorre isoladamente: empresas como Mara Holdings passaram a utilizar a PwC como auditora, e as Big Four já competem com Deloitte e KPMG na oferta de serviços de compliance e risco para ativos digitais.
PwC está intensificando sua atuação no setor de cripto após anos de cautela. A firma afirma que a mudança de posição da administração dos EUA em ativos digitais abriu espaço para atuação corporativa mais ampla.
Paul Griggs, sócio sênior dos EUA, disse ao Financial Times que a PwC decidiu “lean in” com reguladores pró-cripto na Washington e com o Congresso avançando novas regras para partes do mercado observadas por bancos e empresas de grande porte.
A mudança ocorre quando stablecoins passam a sair da margem de traders para se tornar parte da infraestrutura de pagamentos mainstream. O mercado vê maior clareza regulatória como impulso para adoção em massa.
Marco regulatório e direção da SEC
O presidente Donald Trump sancionou a GENIUS Act em julho de 2025, abrindo um marco federal para regular stablecoins de pagamento e permitindo que bancos emitam seus próprios tokens. Griggs afirma que a lei deve aumentar a convicção de investir nesse produto.
A atuação regulatória também se aproxima da direção da Securities and Exchange Commission. O presidente da SEC tem buscado regras mais claras e previsíveis para mercados de cripto, com a agência estudando novas abordagens sobre emissão, custódia e negociação de tokens, conforme relatos recentes.
PwC ocupa posição central nessa demanda por serviços, dada sua escala global como rede de serviços profissionais, reconhecida por auditorias de empresas abertas e aconselhamento em tributação, deals e governança.
Demanda por auditoria e especialização em tokens
À medida que produtos cripto migram para o financiamento regulado, clientes demandam auditores que possam testar reservas, governança e disclosure, além de consultores que mapem fluxos de tokens em sistemas reais. Oscilação regulatória anterior elevou barreiras para clientes cripto nos EUA.
Com o ambiente político americano mais favorável, Griggs diz que a PwC tem promovido a cripto como melhoria prática de pagamentos, com stablecoins vistos como via de transferências mais rápidas e baratas em determinados corredores.
Capacidade e clientes da PwC no setor
A PwC ampliou sua preparação para atender novos clientes, incluindo contratações de peso como a diretora Cheryl Lesnik. O objetivo é manter capacidade para entregar serviços no segmento de ativos digitais.
A empresa já atua em auditoria de criptoativos, ampliando serviços de governança e conformidade. Mara Holdings, mineradora de bitcoin listada, nomeou a PwC comoauditor para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, conforme documento apresentado pela empresa.
Panorama competitivo entre as Big Four
A expansão da PwC não ocorre isoladamente. A Deloitte audita a Coinbase desde 2020 e a KPMG também tem atuado com compliance e gestão de riscos de ativos digitais, ampliando o portfólio das Big Four em um mercado que envolve tokenização e stablecoins regulamentadas.
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