- Em 2025, as vendas de carros no Reino Unido passaram de 2 milhões pela primeira vez desde 2019, impulsionadas principalmente por marcas chinesas.
- Marcas chinesas responderam por 9,7% do total de 2 milhões de emplacamentos, cerca de 196 mil veículos, quase o dobro da participação de 2024.
- Vendas de veículos elétricos atingiram 473 mil unidades, equivalentes a 23,4% do mercado, alta de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior.
- MG, BYD e Chery lideraram o crescimento entre as chinesas, com MG vendendo 85 mil carros, BYD 51 mil e Chery 54 mil.
- O setor analisa a possibilidade de adiantar a revisão da meta ZEV e manter brechas regulatórias; o governo já flexibilizou metas em abril e há pressão para novas mudanças, com impactos potenciais em subsídios e em medidas futuras como cobrança por uso de veículos elétricos.
O mercado automotivo do Reino Unido superou 2 milhões de carros vendidos em 2025, pela primeira vez desde 2019. Em meio a demanda mais fraca, houve impulso das marcas chinesas, que representaram 9,7% das placas, ou 196 mil veículos.
As vendas de carros 100% elétricos atingiram 473 mil unidades, equivalentes a 23,4% do total do mercado. Esse avanço elevou a média de emissões dos modelos vendidos, contribuindo para queda de cerca de 10% nas emissões médias dos carros novos em comparação com o ano anterior.
Desempenho por fabricantes
A MG liderou o crescimento entre as marcas chinesas, com 85 mil veículos comercializados. A BYD teve 51 mil veículos vendidos, aumento de seis vezes frente a 2024. A Chery somou 54 mil unidades, alta de 13 vezes.
Marcas locais também registraram resultados expressivos no ano. A produção e o desembolso de incentivos para os compradores de elétricos seguem sob escrutínio, com o setor apontando que descontos médios em veículos elétricos chegam a cerca de £11 mil por unidade.
Contexto regulatório e impactos
O mercado acompanha a evolução do programa de metas de veículos com emissões zero (ZEV), que envolve exigências de participação de veículos elétricos nas vendas. O objetivo de 28% de elétricos em 2025 tem sido desafiado por freios regulatórios e pela competição chinesa, que não enfrenta tarifas na região, diferentemente de outras áreas.
Autoridades e indústria discutem se há espaço para acelerar ou flexibilizar as regras. Em 2025, houve alterações que tornaram as metas mais brandas, com brechas regulatórias ainda em debate e possível revisão antecipada. Pesquisas apontam que o setor pode buscar ajustes adicionais.
Perspectivas de curto prazo
Analistas ressaltam que ainda é cedo para saber se a demanda por elétricos continuará pressionada por mudanças previstas, como o eventual custo de uso por milha proposto pelo governo para 2028. Enquanto isso, fabricantes sinalizam que o Brasil pode intensificar a atratividade de incentivos para manter a trajetória de crescimento.
A Associação de Fabricantes de Carros (SMMT) aponta que, mesmo com avanços, o mercado britânico ainda depende de incentivos e de políticas públicas para sustentar o crescimento de veículos elétricos. A organização ressalta a necessidade de clareza regulatória para evitar impactos na confiança do consumidor.
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