- Em 2025, apenas 39% dos profissionais estavam engajados, segundo estudo da FGV EAESP em parceria com a Engaja S/A, com impacto econômico estimado em R$ 77 bilhões por ano.
- Falhas de comunicação interna, a falta de reconhecimento e a sobrecarga emocional ampliam o distanciamento entre empresas e trabalhadores.
- Quase 20% dos trabalhadores avaliam que é preciso avançar no cuidado com o bem-estar; 25% se sentem desvalorizados e 68% cogitam deixar o emprego atual.
- Principais erros: mensagens centradas apenas em metas, ausência de senso de comunidade, excesso de canais e RH distante da estratégia.
- Uso inadequado de tecnologia dificulta a comunicação; ferramentas com feedback e escuta ativa podem aumentar a transparência e a conexão entre empresa e funcionários.
A comunicação interna das empresas volta a ganhar relevância após o pior nível de engajamento dos trabalhadores nos últimos 10 anos. Em 2025, apenas 39% dos profissionais estavam engajados, aponta estudo da FGV EAESP em parceria com a Engaja S/A. O levantamento estima impacto econômico de R$ 77 bilhões anuais por queda na produtividade e maior rotatividade.
A pesquisa também reforça que o distanciamento entre empresas e trabalhadores vem de falhas de comunicação, somadas à falta de reconhecimento e à sobrecarga emocional. Do grupo analisado, Leandro Oliveira, da Humand no Brasil, destaca que o problema é visibilidade, não falta de talento.
Dados do estudo Employee Sentiment 2025 da Aon indicam que quase 20% dos trabalhadores avaliam que o cuidado com o bem-estar deve avançar, 25% se sentem desvalorizados e 68% cogitam deixar o emprego atual. O cenário pressiona mudanças para 2026.
Falta de reconhecimento
Um erro comum é focar apenas em metas e indicadores. Reconhecer esforços diários reduz a sensação de invisibilidade. Canais que destacam conquistas fortalecem o pertencimento e a motivação dos times.
Ausência de senso de comunidade
A comunicação interna que não fomenta vínculos facilita o isolamento, principalmente em equipes distribuídas. Grupos temáticos, rituais coletivos e compartilhamento de experiências ajudam a manter a motivação.
Excesso de informação gera ruído
Muitos canais, mensagens e ferramentas criam sobrecarga. Comunicação desorganizada dificulta prioridades e aumenta retrabalho. Centralizar fluxos, padronizar canais e reduzir redundâncias aumentam clareza.
RH distante da estratégia
Quando o RH fica apenas na esfera administrativa, a comunicação interna perde alcance. O setor deve atuar com foco em cultura, experiência e dados, contando histórias reais e indicadores claros.
Tecnologia sem intencionalidade
Uso inadequado de plataformas compromete a organização das mensagens. Ferramentas com feedback, escuta ativa e respostas rápidas criam diálogo bidirecional e melhoram a transparência.
Apesar dos desafios, há espaço para avanço. O estudo indica que 44% dos profissionais estão dispostos a desenvolver novas habilidades para se manterem relevantes. Para as empresas, ajustar a comunicação interna em 2026 pode reduzir perdas e recuperar produtividade.
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