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Petrobras interrompe perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido

Petrobras interrompe perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido a 2.700 metros de profundidade; contenção rápida e sem danos ambientais, segundo a empresa

Estatal quer perfurar um poço de petróleo na bacia da foz do Amazonas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • Petrobras interrompeu temporariamente a perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido durante operação de rotina, no último domingo, quatro, em duas linhas auxiliares ligando a sonda ao poço Morpho, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
  • O vazamento foi localizado a aproximadamente 2.700 metros de profundidade, com descarga direta para o mar, e a perda de fluido foi contida e isolada.
  • As linhas com defeito serão içadas à superfície para avaliação e reparo; a Petrobras acionou os órgãos competentes e afirmou que não houve dano ambiental nem risco à segurança da operação.
  • A perfuração do poço Morpho começou em outubro, trata-se de atividade exploratória com duração estimada de cerca de cinco meses para coleta de dados geológicos.
  • A Margem Equatorial, com 2.200 quilômetros de extensão, vai do Amapá ao litoral do Rio Grande do Norte e é apontada como área de potencial de exploração de petróleo.

A Petrobras interrompeu, neste domingo (4), a perfuração na Foz do Amazonas após detectar vazamento de fluido durante operação de rotina. A atividade envolve a sonda Morpho, situada a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A empresa aponta que não houve danos ambientais nem risco à segurança da operação.

Técnicos acionaram um veículo operado remotamente para localizar o vazamento, que ocorreu em duas linhas auxiliares ligadas à sonda. O furo está a aproximadamente 2.700 metros de profundidade, com descarga direta para o mar, segundo informações da estatal, veiculadas pela CNN Brasil e confirmadas pela CartaCapital.

A Petrobras afirma que a perda de fluido foi contida e isolada. As linhas com defeito serão içadas à superfície para avaliação e reparo. A empresa também informou que acionou os órgãos competentes e que não houve impactos à sonda nem riscos à segurança. O fluido utilizado é dito biodegradável e dentro dos limites de toxicidade permitidos.

A perfuração do poço Morpho teve início em outubro, no mesmo dia em que o Ibama autorizou a prospecção na Margem Equatorial. O processo, que dura cerca de cinco meses, visa coletar dados geológicos para avaliar a viabilidade econômica da área. A atividade é classificada como exploratória, sem produção de petróleo na fase atual.

Desdobramentos da operação

A Margem Equatorial é uma faixa de 2.200 quilômetros ao longo da costa, próxima à Linha do Equador, indo do Amapá até o litoral do Rio Grande do Norte. A região passa por várias bacias sedimentares e é citada como potencial terreno de exploração futura, gerando debate entre ambientalistas e autoridades.

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