Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Setor logístico busca alívio tecnológico ante custos logísticos de R$ 940 bi/ano

Logística brasileira enfrenta gargalos de infraestrutura e mão de obra, mas projeta ganhos de produtividade com tecnologia, que exige mudança cultural

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2024, gastos com transporte no Brasil ultrapassaram R$ 940 bilhões, alta de quase 7% em relação a 2023, segundo o ILOS.
  • Entre 2022 e 2023, o custo de estocagem subiu de 18% para 23%, devido à baixa previsibilidade da demanda e à falta de integração entre sistemas de gestão.
  • A taxa de vacância de condomínios logísticos caiu para 7,2% no segundo trimestre de 2025, o menor nível desde 2016, segundo a Colliers.
  • 81% das empresas brasileiras de distribuição esperam elevar a produtividade em mais de 20% nos próximos três a cinco anos, e 79% acreditam que isso depende da adoção de tecnologias avançadas.
  • Desafios apontados incluem baixo uso de dados e maturidade tecnológica (média de 2,71 em uma escala de 1 a 5), escassez de mão de obra qualificada e custos elevados, conforme estudos da Infor e parceiros.

A logística brasileira vive um momento decisivo. Empresas projetam ganhos de produtividade com tecnologia, enquanto gargalos estruturais persistem: infraestrutura deficitária, custos elevados e cadeia de distribuição fragmentada. O diagnóstico vem do Infor Reports 2025 – Inovação na Logística.

Segundo o estudo, 81% das empresas de distribuição no Brasil esperam aumentar a produtividade em mais de 20% nos próximos 3 a 5 anos. Quase 80% acreditam que esse salto depende da adoção de tecnologias avançadas, mesmo diante de entraves operacionais.

Em 2024, gastos com transporte no Brasil passaram de R$ 940 bilhões, segundo o ILOS, com alta de quase 7% ante 2023. Rodovias de qualidade desigual e logística dependente desse modal elevam custos e prazos, refletindo pressões no varejo e na indústria.

Nos armazéns, custo de estocagem subiu de 18% para 23% entre 2022 e 2023, puxado pela baixa previsibilidade da demanda e pela falta de integração entre sistemas. O mercado imobiliário logístico está aquecido, com vacância de 7,2% no 2º trimestre de 2025, informa a Colliers.

Rafael Pinto, vice-presidente de Fulfillment da Daki, resume o dilema: infraestrutura defasada, custos elevados e cadeia fragmentada exigem eficiência acelerada em meio a gargalos estruturais. A fala ilustra o panorama descrito no estudo.

O salto via tecnologia

A digitalização é vista como imperativo para ampliar a visibilidade das operações e mitigar falhas estruturais. Dados do Mundo Logística indicam que 71% das empresas já investem em tecnologia, mas a transformação esbarra em orçamento, integração de sistemas e maturidade de dados.

A pesquisa Armazém do Futuro, da Infor, com 51 empresas, aponta que 55% consideram baixa maturidade tecnológica o principal desafio. Outros 53% citam escassez de mão de obra qualificada, e 47% apontam deficiência na formação de lideranças digitais.

A atuação de mercado também revela dificuldades de contratação: a FGV mostra que 80% das empresas têm dificuldade para contratar profissionais de logística, tecnologia e operações. Entre transporte e supply chain, a escassez chega a 91%, segundo a Manpower Group.

Para Waldir Bertolino, country manager da Infor Brasil, a tecnologia ajuda a compensar a falta de mão de obra e a complexidade operacional, com IA, automação e analytics reduzindo custos e gargalos. A transformação, porém, depende de mudança cultural e capacitação contínua.

O relatório reforça que inovação deixou de ser diferencial para se tornar requisito de sustentabilidade operacional. A integração entre tecnologia, pessoas e processos é vista como crucial para manter competitividade no setor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais