- A BloombergNEF projeta venda global de veículos elétricos de passageiros em 24,3 milhões em 2026, alta de 12% frente 2025.
- China reduz subsídios e impõe novas regras de elegibilidade, freando o crescimento; exportações de elétricos chineses ganham força para compensar demanda interna.
- EUA enfrentam um “inverno de EV” com fim de créditos de até US$ 7.500 e queda de 41% nas vendas em dezembro, segundo a BNEF.
- Europa desacelera na eliminação dos motores de combustão e a demanda local de elétricos mostra desaquecimento, apesar de manter exportações para a região.
- A trajetória de longo prazo é positiva, mas o curto prazo é fragilizado; custos das baterias caíram 8% em 2025 e vários modelos de menor preço devem chegar aos EUA em 2026.
A BloombergNEF projeta que as vendas globais de veículos elétricos crescerão 12% em 2026, chegando a 24,3 milhões de unidades de passageiros, ante 2025. A melhora deve ocorrer apesar de choques regulatórios e mudanças de subsídios. A previsão aponta desaceleração frente a 2025.
O documento aponta que o ritmo mundial desacelerou em 2026 devido a cortes de subsídios na China, hesitação na Europa para eliminar motores de combustão e mudanças de regras nos EUA. O cenário envolve fabricantes e legisladores.
Nos EUA, as fabricantes de EV enfrentam um “inverno” no setor, com possível recuperação em 2027-2028, segundo Nathan Niese, líder global do Boston Consulting Group para EVs e armazenamento de energia. O tom é de cautela para o curto prazo.
A decisão da Ford, em dezembro, de assumir US$ 19,5 bilhões em encargos ligados a uma revisão de seus negócios de EV, destacou fragilidade de curto prazo e mudanças estratégicas fora da China. O desvio inclui a conversão da F-150 Lightning para híbrido.
A retirada de até US$ 7.500 em créditos fiscais nos EUA, anunciada pelo governo, agravou a queda do mercado local. Em dezembro, as vendas de EVs nos EUA caíram 41% ante o ano anterior, segundo a BNEF.
Na China, principal mercado, analistas veem desaceleração, com cortes na isenção de impostos para EVs em 2026. Novas restrições para o programa de subsídios devem reduzir a elegibilidade, pressionando a demanda.
A competição entre BYD, Geely e Xiaomi intensificou-se, reduzindo o crescimento anual da BYD pela primeira vez desde 2020. Empresas chinesas ampliam exportações para compensar demanda doméstica mais fraca.
As exportações de elétricos da China cresceram 54% nos primeiros três trimestres de 2025, atingindo quase um milhão de unidades. Analistas estimam que BYD exporte 1,6 milhão de carros em 2026, com outras marcas mirando mercados offshore.
A UE permanece o principal destino das EVs chinesas, mesmo com flexibilização recente de regras de venda de veículos a combustão. A demanda na Europa continua sob efeito regulatório variável, segundo a BNEF.
Segundo a BNEF, a queda de custos das baterias ajudará a baratear EVs nos EUA, com queda de cerca de 8% em 2025. A disponibilidade de modelos acessíveis é apontada como fator-chave para o crescimento estável do setor.
Modelos de maior volume e redução de preços devem chegar em 2026 nos EUA, incluindo SUV médios abaixo de US$ 35 mil. Lançamentos previstos citam Toyota C-HR BEV, Uncharted (Subaru), Kia EV3 e Slate Auto.
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